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domingo, 19 de setembro de 2010

Duas batatas!

Agora, mesmo depois do jogo o que me apraz dizer é:

- Grande, Enorme, Fantástico, Gigante o Perigoso, Óscar Tacuara Cardozo!
- Excelente táctica de Jesus, colocando Coentrão à frente para cortar as investidas de João Caceteiro Pereira, utilizando a falta cirúrgica (quase sempre punida com amarelos) para cortar lances de contra ataque e claro, a famosa pressão alta que vem do ano passado.
- Transições rápidas, jogadas de ruptura
- Remates a aproveitar o pouco espaço
- Exploração dos flancos até ao fim
- Roberto enorme e cada vez mais seguro! 

domingo, 22 de agosto de 2010

Nacional - Benfica

O Benfica voltou a sofrer, voltou a perder e sobretudo voltou a mostrar-se muito inseguro. Todos vamos começar a disparar sobre Roberto, pois foi o jogador que mais falhou neste jogo, mas não foi o único.
Pessoalmente acho que Roberto, se não era um problema, se tornou num rapidamente e que precisa de ser assumido como tal. A equipa treme sempre que a bola sobe e a defesa menos batida do campeonato do ano
passado torna-se vulnerável. Ora, uma equipa faz-se de trás para a frente, logo a equipa precisa de se sentir segura lá a trás para poder arriscar mais nas suas subidas. Tem-se falado muito que Javi está ainda longe da sua forma do ano passado, mas poucos falam que Javi não tem subido tanto, pois tem sempre de olhar para trás.

Gaitan mexeu claramente com a equipa e isso fez com que o ataque melhorasse e muito! Saviola esteve bem mais solto e viu-se a espaços o Benfica do ano passado, criando consecutivamente oportunidades e jogadas
de perigo. Cardozo está desaparecido e sinceramente espero que Kardec recupere para o assustar nos treinos para que melhore.

De resto... Aimar ainda está longe da sua forma, mas de resto estiveram bem! Coentrão deveria ser clonado para jogar em vários sitios! Maxi está lento, mas já mostrou que o lugar é mesmo dele! Amorim não comprometeu e a defesa esteve lá, pois no 1º golo o jogador era do Cardozo.

Como já disse, Jesus devia assumir o seu erro e seguir em frente. Na minha opinião, Moreira seria a escolha para o próximo jogo, que é em casa. Não por ser melhor guarda redes que Julio César, mas por ter uma falange de adeptos que são fãns de Moreira e por ser um elemento com "escola" no Benfica. Penso que faria com que Jesus fizesse não só as pazes com os adeptos por causa de Roberto, mas também com os apoiantes de Moreira que estariam lá para torcer por ele. Além disso é português, algo que nfelizmente no Benfica é um pouco raro.

Sei que muito vão voltar a falar do jogo da Taça do ano passado, de ser o chamado 3º guarda redes do Benfica, mas a verdade é que tirando Nuno Gomes, é o jogador com mais anos de casa.

É complicado ver o Benfica arrancar tão mal este ano, ainda por cima depois de ser campeão, mas temos de acreditar e apoiar a nossa equipa. Ainda não entramos em cena na Europa felizmente, o que dá mais tempo para preparar jogos e recolocar os índices físicos ao nível do ano passado. Agora Jesus tem de escolher entre a sua teimosia e o próprio Benfica que quer ser novamente campeão. Eu sinceramente espero que Jesus ponha de lado o orgulho e convoque outro guarda redes, para que a equipa possa respirar.

Força Benfica! Eu, como tantos milhões estamos cá para te levantar nem que caias 10 vezes!

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Isto... É Benfica!

Depois de receber o apoio dos companheiros e equipa técnica no balneário, Roberto foi brindado com a confiança dos adeptos. Ontem, no centro de estágio do Seixal, o guarda-redes, de 24 anos, entrou em campo sob uma forte salva de palmas e fez questão de agradecer os aplausos do milhar de benfiquistas que presenciaram o treino, tendo acabado por realizar uma prestação muito positiva, que lhe valeu mais elogios no final.

Como tem sido habitual ao longo da pré-temporada, os guarda-redes só se juntaram ao restante plantel quando Jorge Jesus decide avançar para o treino de conjunto. Nessa altura, o espanhol fez questão de ser o primeiro a entrar no relvado, um gesto que não passou em claro aos associados que mostraram já ter esquecido as exibições menos felizes que o reforço realizou em Guimarães.

Mostrando-se disposto a manter a sua aposta no ex-colchonero, JJ não hesitou e colocou-o mais uma vez no onze titular, provando que vai manter a sua opção. Roberto fez questão de agradecer todos estes sinais de apreço com defesas. Terminou a sessão de trabalho sem qualquer golo sofrido e, em quatro ocasiões, negou o golo aos avançados contrários.

A ovação da tarde acabou por lhe ser dirigida com uma saída decidida aos pés de Felipe Menezes, numa jogada ainda completada com voo espectacular a um remate de Weldon que, na recarga, tentou batê-lo. “Afinal temos guarda-redes”, ouviu-se, de imediato, na plateia.

in Record

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Roberto


Melhor guarda-redes do Mundo: Casillas

Melhor guarda-redes de sempre: Buffon
Melhor treinador que já teve: Aprendi com todos
Melhor defesa do Mundo: Piqué
Melhor avançado que já defrontou: Messi
Jogo que não esquece: Despedida do Saragoça (contra o Vilarreal), por ter sido um momento emotivo com os adeptos a gritar o meu nome.

Quais são as sensações depois dos primeiros dias a trabalhar no Benfica?
A verdade é que não estava preparado para a grandeza e para a dimensão do clube que vim encontrar. O Benfica é enorme e apesar de tudo o que me disseram antes de aqui chegar, o contacto com a realidade supera qualquer discrição que te tenham feito antes.

Há alguma coisa que o tenha impressionado mais nestes primeiros tempos?
As instalações, sem dúvida. Quer o estádio quer o Caixa Futebol Campus. Mas, mesmo assim, o Marquês de Pombal. Foi verdadeiramente uma coisa de loucos! Todo aquele mar de gente é algo que marca e que espero poder viver já esta temporada. Mas pelo que pude ver no Seixal e por estes primeiros dias aqui na Suíça, já deu para perceber bem a dimensão e o apoio humano que o Benfica tem.

E já consegue definir a forma de Jorge Jesus trabalhar e lidar com os jogadores?
Sim, claro. Percebe-se que é um apaixonado pelo que faz, muito cuidadoso com os pormenores e muito interventivo. Já deu para ver que é muito exigente, mas para qualquer jogador que chegue a este a exigência deve ser algo natural.


Afirmou que assume a responsabilidade de ser o guarda-redes mais bem pago da história do Benfica. Mas sente-se preparado para as críticas, num jogo que corra menos bem, tendo em conta que custou 8,5 milhões de euros?
Acho que os jogadores devem sempre valorizar as críticas e não ligar muito aos elogios. Errar é próprio do futebol e todos erramos, mas os guarda-redes devem ser aqueles que erram menos, porque é onde se sente mais. Estou preparado para ajudar o grupo a alcançar os seus objectivos. Os adeptos têm o direito de “cobrar” dos seus atletas, independentemente do custo, da idade, do percurso. Os adeptos têm esse direito e nós só temos de corresponder às exigências deles. Eles são os donos do clube. Podem e devem exigir.

Sabe que no Benfica existe a expectativa de ver a equipa fazer uma boa carreira na Liga dos Campeões. Não será um desafio demasiado alto e uma responsabilidade acrescida para os jogadores?
Quem conhece a história do Benfica também sabe que este é um clube habituado a estar na Liga dos Campeões. Anormal foi o que se passou nos últimos anos. O que vamos viver esta época deve ser a regra para um clube com a dimensão do Benfica. Temos de saber que a nossa responsabilidade é sempre ganhar, seja a prova que for. Quando falamos da Liga dos Campeões é evidente que o grau de dificuldade aumente, mas também temos de ter a ambição e a ilusão de querer ir o mais longe possível. Já percebi que no Benfica é preciso estar preparado para ganhar sempre.

Sente que terá que conquistar a maior parte dos adeptos, que eventualmente não o conhecem assim tão bem?
É como lhe disse, estou aqui para ajudar o Benfica e de certeza que é isso que os adeptos esperam de mim. Portanto, se fizer o meu trabalho de certeza que estarei a fazer o que me é exigido. Tens que fazer bem o teu trabalho, essa é sempre a prioridade. Se o fizeres de certeza que vais ser reconhecido por isso!

O facto de haver muitos jogadores a falar espanhol no plantel pode facilitar a sua rápida integração?
É evidente que isso é positivo para mim, mas o futebol tem uma linguagem universal. Aquilo que verdadeiramente ajuda a uma rápida integração é uma estrutura humana do clube, muito profissional e dedicada. É verdade que é agradável poder trocar algumas impressões com pessoas que conheces – caso do Javi – ou que alguém te traduza uma palavra ou uma indicação que nos primeiros tempos ainda não consegues perceber, mas já pude perceber que todo o grupo é muito solidário.

O Benfica inicia a época contra um rival directo. Promete estar à altura de defender as redes da equipa, frente ao FC Porto?
É para isso que aqui estou. Sinto que existe cultura de vitória, respira-se ambição por todos os lados e há uma ilusão muito grande em torno da equipa. Portanto, vamos tratar de começar bem a época trazendo o primeiro troféu do ano para o Estádio da Luz.

Júlio César pouco jogou na época passada e Moreira ainda menos. O que lhe parece a concorrência que irá ter na luta pela baliza do Benfica?
Creio que ambos são excelentes guarda-redes e partimos todos em condições de igualdade. Pela minha parte vou fazer aquilo que me compete, trabalhar diariamente nos limites e depois será o treinador a decidir quem vai ocupar o lugar na baliza. Vim para ajudar e para “somar”. O grupo é muito bom.

Conhece Quim, o guarda-redes titular do Benfica na época passada?
Teve uma grande infelicidade e quero por isso desejar-lhe que regresse o mais rapidamente possível à competição. Foi o guarda-redes menos batido na Liga portuguesa na última temporada e isso diz bem da sua qualidade.

Qual a principal razão por que aceitou trocar a melhor Liga da actualidade por campeonato de dimensão muito menor?
É interessante que desvalorizem dessa maneira o campeonato português, porque, na verdade, não tenho essa ideia. Quando o Benfica só consegue confirmar o título de campeão na última jornada é porque se trata de uma Liga muito competitiva. Quando se vê os estádios portugueses, a sua grande maioria tem melhores condições que muitos da Liga espanhola, se há tantos jogadores portugueses nas ligas europeias é porque foi a Liga portuguesa que os produziu! Não troquei nada, apenas aceitei um convite irrecusável.

Espanha tem hoje alguns dos melhores guarda-redes do Mundo: Casillas, Reina, Valdés, Almunia, para além de fortes promessas como De Gea ou Asenjo. Qual é o segredo?
Além de um bom trabalho de formação, creio que se concentraram num curto espaço de tempo muito bons talentos. De nada adianta ter bons métodos de trabalho se não existir qualidade, da mesma maneira que se houver qualidade sem o necessário trabalho de formação, essa qualidade vai-se perder. Parece que houve um encontro feliz destas duas variáveis.

Espanha joga amanhã a final do Mundial, na África do Sul. Como está a viver o omento?
É especial, de facto. Ficará para a história de Espanha. Repetir o sucesso do Euro’2008 no Mundial’2010 seria fantástico e poucos acreditavam que fosse possível, principalmente depois do jogo com a Suíça. Mas seria injusto isolar o sucesso do futebol do resto do desporto espanhol: ténis, basquetebol, automobilismo e por aí fora. Houve um investimento sério nas últimas décadas e agora os resultados estão à vista.

A Jabulani tem sido alvo de muitas críticas. Também se queixa?
É uma bola diferente, que nalgumas situações inverte a trajectória e dificulta-nos muito a vida. Mas é a que foi escolhida e não vale a pena ninguém se queixar. Todos jogarão com a mesma bola…

Por que motivo ainda não chegou a guarda-redes de primeiro plano no futebol espanhol?
É sempre uma questão de oportunidade, mas jogar na primeira Liga de Espanha é estar nas opções de primeiro plano. Ter contribuído para que o Saragoça não tivesse descido de divisão é algo de que me orgulho e que motivou o interesse do Benfica. Faço parte da equipa do Benfica e isso é o que realmente importa. É verdade que tive momentos de alguma infelicidade, nomeadamente quando estava no Atlético Madrid e me lesionei, o que correspondeu à oportunidade do De Gea, que a agarrou e muito bem. O futebol é o momento e eu espero corresponder à aposta que fizeram em mim.

Por falar em momento, como é que encarou a recente proposta que o Benfica recebeu do Arsenal para a sua transferência? Ficou surpreendido pelos valores em causa?
Isso é um tema que deixo ao cuidado do meu empresário e do clube. Sei que antes de aparecer o Benfica havia clubes ingleses interessados, mas a partir do momento em que soube que podia vir para Lisboa, nem houve hesitação, foi imediato. Cheguei ao maior clube do Mundo e não quero sair!

Mas aposta numa passagem longa pelo futebol português ou admite que este passo pode ser apenas um trampolim para campeonatos mais competitivos?
O Benfica não é trampolim, o Benfica é a piscina! É um clube onde qualquer jogador ambiciona jogar. Quando se chega a um clube como este a nossa vontade só pode ser uma, ficar cá o maior número de anos que for possível. Tenho um contrato de cinco épocas que espero poder cumprir. Pelos poucos dias que aqui levo já verifiquei que o presidente coloca a componente desportiva acima da financeira e, portanto, só tenho de fazer bem o meu trabalho e ajudar o Benfica a ganhar.

Viu algum jogo do seu novo clube em 2009/10?
Nomeadamente o jogo de apresentação, porque estive no Estádio da Luz (n.r.: Benfica-Atlético Madrid). É sempre um jogo especial, mas o ambiente de festa que presenciei, confesso que me impressionou.

Sabe que o Benfica teve a defesa menos batida da última época. Pergunto-lhe que opinião tem dos centrais que vão poder estar à sua frente, Luisão e David Luiz?
São dois excelentes jogadores. Um deles é opção da selecção brasileira, o que só por si diz tudo, e o outro dentro em breve também pode lá chegar, mas sei que todo o plantel é muito homogéneo.

Que mensagem final gostaria de deixar aos adeptos do seu novo clube?
Que acreditem no nosso trabalho e nos apoiem como sei que apoiaram o ano passado. Podem ter a certeza que vou trabalhar para honrar a camisola do Benfica.