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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Salvio


Já vi vários posts a falar do rapaz e pelo que vejo nos vídeos é realmente um jogador do estilo de Jara e de Saviola. Pelo que se vê nos videos, não parece um extremo, mas sim um médio ala que flecte para dentro. É um jogador mareiro e com muita técnica, para além de ser veloz o que ajuda! Tem sentido de baliza e faro de golo, algo que Di Maria tinha, mas pouco.

Agora pensemos... o Benfica está atrás de Traorè, certo? Um valor confirmado, adaptado a grandes campeonatos, grandes clubes e de futebol ao mais alto nível, logo a ideia será adiantar Coentrão caso seja necessário. Se pensarmos bem, teriamos uma equipa como a do ano passado, mas com as laterais trocadas, pois Coentrão recupera e defende como Ramires e Salvio pode ser o lateral à la Di Maria, sendo que pisa outros terrenos, deixando os cruzamentos para Maxi sempre que necessário.

Se Jesus vê em Gaitan o substituto natural de Di Maria, o lugar até será dele, deixando assim mais opões de rotação no plantel.

Na minha óptica, seria bom contratar um médio ala que saiba defender (Elias ou Wesley) e um extremo de raíz que o que de melhor vi (como notícia nos jornais) foi o Leto. De resto, penso que o Benfica apenas precisa de renovar o treinador de guarda redes, mas sobre isso falo no próximo post!

terça-feira, 29 de junho de 2010

Di Maria

Reafirmo: na minha opinião, a venda de Di Maria foi um bom negócio. Reafirmo que tenho os 30 milhões como garantidos e a estes 30 ainda temos a possibilidade de somar mais 6 milhões. Além disto, adianto que está nas previsões a possibilidade da realização de um jogo com o Real Madrid com o que isso implica de direitos televisivos. Este último aspecto representa peanuts comparado com o total do bolo, mas não deixa de ser mais um encaixe financeiro.

O contexto da venda de Di Maria também é importante. Defendi, e defendo, que o Benfica fez muito bem em não o ter vendido em Dezembro (momento em que financeiramente a sua venda seria mais proveitosa, a julgar pelas propostas recebidas). Neste momento, temos um Real Madrid disposto a contratar o futebolista, mas de forma alguma interessado em assumir publicamente os 30 milhões que, repito, garantidamente, pagará. É um momento em que tentam contratar Maicon ao Inter, e em que os valores envolvidos e discutidos estão, também, dependentes do valor relativo entre futebolistas.

Di Maria foi contratado há 3 épocas, por, salvo erro, 8 milhões de euros. Em 3 épocas ajudou a vencer 1 campeonato, 2 Taças da Liga e foi campeão olímpico pela Argentina. Destas 3 épocas fez uma (a última) em grande, enorme, plano. Ainda não provou que consegue manter a qualidade desta última época num campeonato de topo, em termos de competitividade. No final da época passada, muitos eram os benfiquistas que defendiam a sua venda pelo preço da compra. Neste momento, está a fazer um campeonato do mundo sofrível e, pasme-se, a  correr o risco de se desvalorizar a cada jogo que passa. No final destes 3 anos foi vendido por 30 milhões mais a possibilidade dos tais 6 que dependem da concretização de objectivos vários. David Villa, que dispensa apresentações, foi contratado pelo Barcelona por… 40 milhões.

Além disso, e para se ter alguma noção extra do que é o mercado, é importante que o Benfica consiga fazer transacções com clubes da dimensão (e, essencialmente, com o poder e a disponibilidade de compra) do Real Madrid. Recorde-se, a propósito, a quantidade de negócios que o fcp efectuou com o Chelsea, após a contratação de Ricardo Carvalho…

Luís Filipe Vieira anunciou ao mercado que faria valer a cláusula de rescisão. Ainda bem que o fez. Foi o primeiro passo para se ter realizado este que eu considero um bom negócio

in Tertúlia Benfiquista pelo Enorme Pedro Ferreira

Coloquei esta transcrição, pois concordo por inteiro com ela. Acho que foi um bom negócio para o Benfica, até porque acho que o Di Maria não renderia o mesmo neste ano, até porque mentalmente ainda não tem o carácter para deixar de lado o estatuto de estrela que lhe é atribuído. Tal como o Pedro diz, muitos eram os que no final da época passada, venderia o Di Maria ao desbarato, mas depois do toque de Midas de Jorge Jesus, fez-se jogador. É por isso que acredito em tudo o que está a correr nestas contratações. Os miúdos que vêm do Real Madrid por exemplo, vêm com o aval claro de Jesus, pelo que certo serão boas promessas.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Liga Europa - O fim do sonho

Penso que já todos os blogs do Benfica já falaram da derrota de ontem. Tristemente, vi alguns a criticar Jorge Jesus pelas escolhas e a crucificar alguns jogadores.

A verdade é que só Jorge Jesus sabe a condição dos seus jogadores, ao contrário de outros anos em que todos falavam dos jogadores do Benfica.

A mexida na defesa, justificou-se com a necessidade de cm na luta com Kuyt e Torres, que na 1ª mão, passaram e venceram Coentrão em muitos duelos, para além disso a ideia era poder jogar com o próprio jogo, caso o Benfica estivesse a vencer, Coentrão podia entrar e formar uma defesa de 5 e caso fosse necessário arriscar, jogar com 3 centrais apenas, subindo Ruben Amorim (como acabou por subir, embora não tanto quanto se queria).

De resto, a equipa foi o normal. O que se viu foi o que Jesus já tinha falado...o cansaço acumulado. Há jogadores que estão claramente cansados. Maxi, penso que não jogou por isso mesmo, pois foi claro na Figueira da Foz que está cansado.

Mesmo assim, o Benfica entrou a dominar e a controlar o jogo, evitando que o Liverpool carregasse. Foram 25 minutos que me deram bastante confiança, mas aquela ingenuidade de Julio César, custou-nos um golo. O Julio, bastava ter levantado os pés e seria falta, mas limitou-se a ficar no chão. É certo que se a indicação é do 4º árbitro é suspeito, mas o Benfica já está habituado a isso. Depois fomos vítimas do contra ataque demolidor do Liverpool. Eles aproveitaram o espaço que lhes demos na procura pelo golo que merecemos.

Além disso, também não tivemos a sorte do nosso lado. O lance do Sidney, o livre do Cardozo, etc...

O que é verdade é que saímos de pé. Fizemos uma carreira brilhante e perdemos com um verdadeiro colosso mundial. Demos replica, lutamos sempre e nunca mandamos a toalha ao chão. No agregado perdemos por 5-3 ao contrário de outros que festejaram a nossa derrota, que perderam por 5 num só jogo.

Uma palavra final para Julio César, para que recupere rápido. Aos que o criticam neste jogo, não se esqueçam do que fez nos jogo com o Marselha.

A Jorge Jesus só pedimos a tal resposta que temos sempre dado em resultados menos bons, a resposta categórica no jogo seguinte. Vamos cobrar ao Sporting com mais uma exibição de encher o olho e a alma! Todos acreditamos nesta equipa! Todos acreditamos em Jorge Jesus e agora podemos concentrarmos-nos no objectivo final, o 32º campeonato!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A 'ressurreição' do Benfica - Por Santos Neves

Por Santos Neves in A Bola

ACONTEÇA o que acontecer hoje em Liverpool, e mesmo que um descalabro (improvável, não impossível) abata o Benfica nas derradeiras jornadas do campeonato, a ressurreição da águia é a mais forte marca desta época do futebol português. Então o Sp. Braga que, com orçamento muitíssimo inferior, ainda ousa não desistir de fantástica proeza? Justifica enormes elogios — tantos e tão rasgados que Domingos Paciência poderá estar prestes a entrar no Dragão, ou em Alvalade, pela maior porta que lá houver—, mas a carreira bracarense não atinge, em várias bitolas de análise, a craveira da benfiquista.
Desde logo: o Sp. Braga saiu da Europa logo à primeira e bem cedo ficou fora das Taças portuguesas; o Benfica conquistou a Taça da Liga (com esfusiantes 4-1 ao Sporting, em Alvalade, e 3-0 ao FC Porto, na final) e, enquanto, superando desgastes, decidia entusiasmar-se também na Liga Europa (brilhante em Marselha, convicto na 1.ª mão com o Liverpool), embalava para substancial avanço na Liga portuguesa.

Depois, e acima de tudo: a qualidade do futebol benfiquista, amiúde exuberante. Múltiplas exibições de mão cheia, sólida estrutura colectiva que se expressa assim: a melhor capacidade defensiva e poder atacante de outra galáxia à dimensão lusitana (na Liga, mais 28 golos que o Sp. Braga...; no toda da época, fasquia de 100 golos claramente ultrapassada).

Finalmente: a maré vermelha que tem criado loucuras de bilheteira de lés a lés do país. Na Luz, a média de espectadores no termo do campeonato poderá ultrapassar 50 mil! Por todos os outros estádios, casa cheia quando o Benfica lá vai (o mais recente exemplo: em jogos na Figueira da Foz, mesmo disputando o seu numa 2.ª feira às 9 da noite, o Benfica vendeu mais bilhetes que FC Porto e Sporting... juntos).

Mesmo pondo de lado o ror de troféus que conquistou (todos) na pré-época, qual a dúvida de que o Benfica tem sido a máxima figura de cartaz nesta época portuguesa?

JORGE JESUS: a trave mestra da transfiguração que empolga o Benfica. OK, arrancou com suplemento de muito importantes aquisições: Saviola, Ramires, Javier Garcia. Mas todo o restante onze mais vezes titular já estava na Luz... e o Benfica passou 4 anos nem sequer ao 2.º lugar chegando. Tinha Quim, Maxi Pereira, Luisão, David Luís, Sidnei (e teve o melhor Léo); tinha Katsouranis, Pablo Aimar, Carlos Martins, Rúben Amorim, Dí Maria, Cardozo... (e dispensou Fábio Coentrão). Arrastava-se sem modelo de jogo e sem convicção. Jorge Jesus construiu estrutura táctica, sedimentou-a e foi-lhe dando alternativas. Agarrou e dimensionou os jogadores; praticamente todos atingiram craveira muito acima da que tinham (até Aimar e Saviola que o futebol internacional muito bem conhecia, mas somavam anos em total eclipse). Importantíssima demonstração da categoria do treinador Jorge Jesus: fez de Di María e Fábio Coentrão futebolistas muito a sério, de alta competição; ficavam-se por brinca na areia (amiúde, cabeças pequeninas), ei-los virados do avesso em dimensão e consistência competitivas. Outro exemplo, embora, claro, numa amplitude que não vai da noite para o dia: Luisão decerto não pouco aprendeu com este técnico, tem feito grande época, está bem melhor jogador, agora sim, solidamente eficaz.

Esta noite se verá onde já chega a dimensão europeia do ressuscitado Benfica. Seria milagre, numa só época de transfiguração, conseguir ir à caça também da Liga Europa. Para isso, este (muito melhor) plantel ainda é insuficiente. Já se nota cansaço porque escasseiam alternativas de equivalente valia. Vide defesas-laterais, flanco direito da linha média (talvez o emprestado Urretabyscaia desse agora bom jeito) e avançados de zona central (o lesionado Saviola faz muita falta; além das suas tão inteligentes movimentações, considero que é ele, não Cardozo, o mais eficaz finalizador do Benfica).


É muito do que penso deste Benfica! Além disso, acrescento a moralização do excelente guarda-redes que é o Quim e a construção de um avançado mais completo personalizada em Cardozo, que com Jesus deixou de ser um tipo grande que cabeceia e mete o pé esquerdo, empurrando bolas para a baliza, para um construtor de jogo (embora ainda tímido)

Pessoalmente, penso que o Benfica acabará por perder Di Maria e possivelmente outro jogador. Não acredito que David Luiz ceda aos milhões, pois ama demais este clube para sair. Luisão já afirmou que quer acabar a carreira no Benfica e Javi, quer chegar à selecção pelo Benfica. Ramires e Cardozo são assim fortes opções para a saída. Assim, o Benfica tem de ter uma solução à altura de Di Maria que poderá passar por Nani, Simão , Urreta ou outro semelhante. Precisamos de defesas laterais consistentes e quanto a mim precisamos de um matador que saiba jogar mais que Cardozo. Além disso... apostava no regresso do encantador Miccoli para "clonar" Saviola.

Quanto a vendas... uiii tanto que há para vender. Luis Filipe, Mantorras, Jorge Ribeiro, etc... todos os que este ano não jogaram devem sair. O Benfica construiu uma equipa equilibrada e é assim que se deve construir o plantel da próxima época, mas desta vez com pé e cabeça, mas também troco, ou seja, sem contar com todos os que estão abaixo do titular. Com isto digo que Kardec, Eder Luis, Julio César, Ruben Amorim, Airton, etc, como já entraram a títulares em jogos ditos importantes, estão claramente à altura, já Mantorras, Luis Filipes, Jorge Ribeiros e afins não!

Depois acho que temos bons juniores que podem jogar jogos menores. Roderick é disso exemplo, mas não só! Além disso, espero que o Rui Costa constitua um clube dito satélite do Benfica. O Santa Clara é uma excelente solução, assim como o Sport London e Benfica que tão brilhante carreira tem feito. Assim os nossos juniores poderia começar a rodar ao mais alto nível e cimentar o seu futebol para anos depois integrarem o plantel principal.

Quanto ao Jorge Jesus... renovem com o homem até 2050! Façam dele o Fergussun português, pois a táctica e o estudo exaustivo das equipas fazem dele um técnico de nível mundial! Uns dirão que é exagero o que digo, mas o Benfica precisa de estabilidade técnica. O Manchester encontrou isso em Alex F. e o Benfica pode fazer o mesmo. Toni, Rui Costa, Mozer, Simões, Augusto... para citar apenas alguns, podem ocupar o lugar de treinador adjunto depois.

terça-feira, 30 de março de 2010

Uma imagem que vale por si

















Este foi o Porto COM Hulk que se apresentou na Luz!

Contra um Benfica SEM PABLO AIMAR, SEM DI MARIA E SEM FÁBIO COENTRÃO!

Para que não mais uma vez uma mentira feita pelo Porto ser torne quase verdade, convém mostrar estas coisas!

Também há que frisar que é uma avaliação totalmente isenta, pois todos sabemos que a Oliveirinha TV (vulgo Sportv) é claramente adepta do FCP.

domingo, 28 de março de 2010

Benfica - Braga - Análise e Opinião

Foi-me difícil ver este jogo. Não por causa de quaisquer dificuldades extremas que nos tenham sido colocadas pelo clube dos bacorinhos (se na casa mãe são porcos, parece-me natural que aqueles que os imitam e tentam ser como eles sejam bácoros). Sporting Clube de Bácoros assenta-lhes que nem uma luva. A Domingos, Salvadores, Mesquitas e ao resto da vara. O que tornou mais difícil para mim ver este jogo foi mesmo o sentimento de profunda injustiça por a nossa equipa, que tem jogado futebol como há muito não se via, que tem dominado esta liga, que tem exibido uma superioridade incontestável por qualquer um que não seja cego ou o Eduardo Barroso, ser obrigada à ignomínia de ter que, nesta fase do campeonato, jogar um jogo decisivo para a atribuição do título contra uma equipa do nível da dos bácoros, orientada por um fuinha como o Domingos, que se esforça para mostrar estar fora dos campos ao mesmo nível rasteirinho que exibia dentro deles.

E a diferença entre as duas equipas foi bem evidente no jogo desta noite. De um lado, uma equipa interessada em vencer. Do outro, uma equipa remetida ao seu meio campo, interessada em não deixar jogar e em segurar o empate a todo o custo. A carreira dos bácoros neste campeonato tem estado assente na organização defensiva, vencendo diversos jogos pela diferença mínima, e esta noite fizeram apelo a toda essa organização para tentarem sair incólumes do Estádio da Luz. A tarefa do Benfica, que apresentou como única alteração ao onze base a presença do Carlos Martins no lugar do Aimar, era conseguir furar uma defesa que era constituída quase sempre por dez jogadores atrás da linha da bola, com linhas muito juntas, e que tentava aproveitar qualquer livre arrancado por um eventual mergulho do Alan para conseguir chegar perto da nossa baliza. Não foi uma tarefa fácil, até porque o Benfica não esteve numa noite brilhante.

A primeira parte foi quase sempre passada no meio campo dos bácoros, com o Benfica a ter uma posse de bola esmagadora, mas insistindo demasiadas vezes pelo centro, onde aparecia quase sempre um pé ou uma cabeça a interceptar os passes. No ataque, o nosso adversário foi simplesmente inofensivo. Apenas nos referidos livres chegavam perto da nossa área, mas até neste aspecto pouco fizeram, já que os livres foram invariavelmente marcados de forma desastrada. A melhor oportunidade de golo da primeira parte acabou por surgir de um erro de um defesa adversário, que com um mau passe isolou o Saviola, mas este esteve muito mal na decisão que tomou de tentar fintar o guarda-redes, e a ocasião perdeu-se. Cardozo e Saviola também ameaçaram, mas o golo estava difícil de alcançar. E só chegou mesmo sobre o intervalo. Foi numa sequência de dois cantos a nosso favor, na direita do ataque, com o segundo a ser marcado de forma curta. O Carlos Martins fez o centro para um cabeceamento do Javi García, que levou a bola a embater no Luisão e a ficar-lhe nos pés, muito perto da pequena área, tendo ele então rematado de pé esquerdo para o fundo da baliza. Mais uma vez Luisão, o homem dos golos decisivos nos jogos decisivos, a surgir na altura certa para nos levar em vantagem para o intervalo.

A entrada do Benfica na segunda parte foi, como se esperava, boa. A equipa parecia decidida em marcar o segundo golo e resolver cedo o assunto. Apostando mais em jogar pelos flancos, o Benfica conseguia abrir mais espaços nas costas da defesa adversária, e teve vários cruzamentos perigosos aos quais não foi dado o melhor seguimento, com o Maxi Pereira a estar em particular destaque neste aspecto. Talvez com um Cardozo (oportunidades de finalização perdidas por tentar puxar a bola para o pé esquerdo, ou por tentar dominar a bola em vez de finalizar de primeira) ou um Saviola numa noite mais inspirada na finalização pudessemos ter resolvido o assunto mais cedo, e evitado alguns cabelos brancos aos nossos adeptos. Quanto ao nosso adversário, obrigado agora a arriscar mais, mostrou não ter grandes opções para fazê-lo. As substituições que fez foram directas, ou seja, os jogadores que entraram foram jogar exactamente para as mesmas posições daqueles que substituíram. E quanto a chegar à nossa baliza, continuou a ser a mesma coisa, isto é, aproveitarem qualquer livre assinalado, mesmo que fosse sobre a linha do meio campo, para despejar a bola para a grande área. Este método apenas lhes proporcionou uma ocasião em que causaram alguma preocupação, em que um dos centrais conseguiu aparecer a cabecear cruzado ao segundo poste. De resto, foram inofensivos, e não conseguiram sequer ameaçar poderem chegar ao empate. Mesmo nos quinze minutos finais, em que o Benfica adoptou uma atitude mais realista e decidiu baixar as linhas, apostando em segurar a vantagem em vez de procurar com insistência o segundo golo, os bácoros não conseguiram criar qualquer ocasião de perigo, tendo o Quim sido praticamente mais um espectador. Marcarmos o segundo golo teria sido importante, mas foi com a vantagem mínima que o jogo terminou.

Não foi um jogo propício a grandes exibições, já que nunca houve muito espaço para se jogar. Se tenho que fazer alguns destaques, começo pelo Luisão. Quanto mais não seja pelo golo decisivo. O nosso capitão voltou a surgir num jogo decisivo para marcar o golo que nos deu a vitória, e lançar-nos ainda mais para a conquista do campeonato. Mas para além disso, esteve sempre seguro na defesa, como é seu timbre. O Fábio Coentrão voltou a mostrar estar num momento de forma excelente, parecendo completamente adaptado às funções de lateral esquerdo. Aliás, duvido que haja algum lateral esquerdo de raiz em Portugal que neste momento faça melhor a posição do que ele. Muito bom jogo do Ramires, enquanto esteve em campo, tendo-me mesmo surpreendido a sua substituição. Gostei também muito do Javi García, que foi um guerreiro na luta do meio campo e, como é habitual, ganhou e recuperou inúmeras bolas. Conforme disse, e apesar de terem trabalhado muito, o Saviola e o Cardozo não estiveram felizes na finalização. E o Di María esteve demasiado discreto num jogo em que eu esperava que desequilibrasse mais.

Acabámos de completar uma volta inteira sem derrotas. Temos seis pontos de vantagem, faltam seis jogos para terminar a Liga. Ainda há muito trabalho pela frente, ainda teremos que sofrer bastante até final e manter a concentração, mas ficámos agora muito mais perto do grande objectivo para esta época. O título será a única recompensa justa para uma época que tem sido, até agora, brilhante.



in Tertúlia Benfiquista

Ia escrever a minha análise do jogo, mas o D' Arcy fez uma análise tão perfeita que coloco a dele aqui.

Ressalvo apenas alguns aspectos:

1º Que o Braga não fez mesmo por vencer o jogo. Procurou manter sim o 3 pontos de diferença na esperança que o Porto lhes desse o campeonato. O Benfica lutou sempre pelo seu objectivo, que é vencer sempre! Lutou e conquistou o almejado golo num lance do bola parada com sorte. A verdade é que criamos não uma nem duas chances de golo. Foram várias as hipóteses! Várias desperdiçadas, outras tiradas como pão da boca de Saviola e Cardozo.

2º As Grandes exibições de jogadores do Benfica!

Quim - Enorme é o adjectivo! Sempre seguro e a mostrar que é o melhor guardião em Portugal. Mostrou em campo como o guarda redes deve ser seguro e saber gerir o jogo. Mostrou a Queiroz que deveria ser o seu 12 na baliza das quinas.

Coentrão - Excelente nos 90 minutos. Mostrou que para além de bem dotado tecnicamente se consegue adapta magnificamente à posição de defesa esquerdo. Esteve brilhante a defender e excelente a atacar. Recuperou muitas bolas.

David Luis - Implacável é a palavra! Excelente a recuperar jogo, a defender e a sair a jogar. Para mim, é mesmo o melhor central a actuar em Portugal.

Luisão - Tal como em 2004 marca um golo que pode decidir o campeonato. Bem a defender, apenas me lembro de uma falha enorme que David Luis salvou.

Maxi - O homem tem de ter mais de 2 pulmões. Muito corre o rapaz! Sobe bem, entrega bem e agora começou a rematar de longe, o que o torna mais jogador ainda.

Javi - Imponente como sempre. Brilhante a preencher espaços, inteligente a cortar jogadas e implacável na marcação.

Martins - Como sempre, lutou até ter pulmão. Dinamizou muito o ataque e forçou o Braga a recuperar rápido temendo o seu pontapé de meia distância. Recuperou imensas bolas e está inocente no lance da lesão de Mossoró, pois apenas joga a bola.

Aimar - Entrou e mexeu com o jogo como é seu hábito. Hábil a soltar e distribuir bola, eficaz nas entradas na área.

Cardozo - Com dois centrais fortes, debateu-se bem e procurou ajudar a equipa. Foi buscar muitas bolas atrás, chegou-se mais à linha na 2ª parte para dar espaço a Aimar e teve nos pés várias oportunidades... pena que a maioria tenha chegado ao pé direito e não ao esquerdo.

Saviola - Esteve em dúvida a semana toda, mas sempre achei que jogaria. Este ao seu nível em todos os aspectos, ou seja, brilhante e bem acima da média. Apenas falhou no capítulo da finalização, mas nem sempre pode estás perfeito.

Ruben Amorim - Pratico e eficaz como sempre. Aparecia em todo o lado no pouco tempo que esteve em jogo. Entrou claramente para poupar Ramires para o jogo com o Liverpool.

Kardec - Jogou muito pouco tempo para avaliação.

3º Falta de criatividade do Braga - Foi sempre uma equipa contida, muito mais preocupada em anular o Benfica que em construir jogo. Acordou um pouco na segunda metade da segunda parte, mas desceu à terra quando foi sacudida pelas investidas do Benfica.

4º Jesus - Muitos criticaram as criticas e as bocas antes do jogo, mas como diria o Mourinho, é um mind game. Na conferência de imprensa esteve muito bem, só achei que a história de paternidade da qualidade de jogo de Braga já é um pouco demais. Mas mesmo assim, é mais um mind game para assombrar o Domingos.

5º Domingos - É triste ver alguém a protestar por 7 segundos... Além disso, dizer que o jogo foi equilibrado só pode ser um pro forma de discurso de treinador...

6ª Adeptos - Ter o estádio cheio num jogo importante como este era fundamental e os adeptos reagiram em massa! Soube de muitos que já foram tarde para comprar ingressos. Mas mais importante é ver os 62 mil adeptos benfiquistas a gritar pelo seu clube os 90 minutos!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Aprendes-te?


Será que o Jesus aprendeu com este jogo? As filiais do FoCuPorto tudo farão para que a casa mãe saia beneficiada. Ora com Aimar já lesionado, Amorim idem, tiraram de combate Coentrão (por burrice de JJ e um "xalente" trabalho do árbitro) e Di Maria (por burrice própria) e Ramirez fruto da escola de Jorge Costa. Safou-se David Luis que não conseguiram entalar e Cardozo que já aprendeu com o jogo de Braga que nem respirar pode quando o atacam.

Se já queria ganhar aos curruptos... agora ainda mais gana lhes tenho. Espero que Jesus pense o mesmo!!

Nota: Eu não gramo o Nuno Gomes, mas que o tipo é eficaz, lá isso é! Obrigado Nuno.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

0-0 não deveria dar pontos!

É triste vermos jogos onde as duas equipas não produzem nada pois o resultado lhes dará 1 ponto. É triste ver equipas que jogam com o "autocarro" em frente à baliza e depois dizem que fizeram um bom jogo.

Estas equipas jogam não para ganhar, mas para não perderem, pois o empate dá 1 pontinho. Não seria mais dignificante e não cativava mais adeptos se o futebol fosse mais jogado? Ora se o empate sem golos não desse pontos, as equipas teriam de jogar de igual para igual. Muitos dirão que penalizava as equipas com menores recursos, mas não necessariamente. As equipas teriam apenas de se adaptar e saber jogar mais tacticamente. E seria muito mais justo para as equipas que jogam o futebol pelo futebol, ou seja, que realmente produzem bom futebol.

Basta olharem para o jogo de hoje. O Benfica atacou, atacou e atacou e quase que empatava com um verdadeiro empata! A Naval não foi nitidamente jogar para ganhar, foi à Luz para não perder, pois o empate lhes dava um ponto. Felizmente, Javi Garcia chegou mais alto e mostrou de que é feito este Benfica!

Além disso quero realçar os festejos do Benfica! Mostraram bem a vontade de vencer que JJ tem colocado no Benfica! Vê-se David Luis, Fábio Coentrão, Di Maria, Saviola, Luisão e outros a darem o se máximo! Lutam até ao último apito do árbitro Este sim é o meu Benfica. Este é o Benfica à Benfica!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Chapa 6!!


Pois é, o Ricardo Araújo Pereira tinha razão, estes jogadores não obedecem ao treinador... Jesus diz que não podemos golear sempre e eles apanham o Nacional e pregam-lhes 7, opsss... foram 6 que um foi mal anulado!
Mais uma excelente exibição do nosso Benfica, onde se salientam Cardozo pelos 3 golos, Saviola por todo o jogo, Di Maria que foi incansável e o Fábio! Grande Fábio Coentrão que mesmo adaptado, fez um jogão!
Agora quero ver com o Braga. Era lindo calar aquele corrupto nº 2 com outra chapa 3 ou 4!