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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Jesus... e os seus discipulos!

Jorge Jesus nunca pensou estar ali. O Benfica deu-lhe o lugar e a visibilidade do seu excelente trabalho. Muitos comentadores dizem que Jesus não sabe falar, não sabe dar entrevistas, mas o que é que isso importa... ele sabe treinar e é isso que ele faz da sua vida. É o mesmo que dizer que Cavaco Silva não sabe cavar batatas... não é essa a sua função.
Jorge Jesus sabe treinar e no ano passado deu uma lição cabal disso mesmo!

domingo, 22 de agosto de 2010

Nacional - Benfica

O Benfica voltou a sofrer, voltou a perder e sobretudo voltou a mostrar-se muito inseguro. Todos vamos começar a disparar sobre Roberto, pois foi o jogador que mais falhou neste jogo, mas não foi o único.
Pessoalmente acho que Roberto, se não era um problema, se tornou num rapidamente e que precisa de ser assumido como tal. A equipa treme sempre que a bola sobe e a defesa menos batida do campeonato do ano
passado torna-se vulnerável. Ora, uma equipa faz-se de trás para a frente, logo a equipa precisa de se sentir segura lá a trás para poder arriscar mais nas suas subidas. Tem-se falado muito que Javi está ainda longe da sua forma do ano passado, mas poucos falam que Javi não tem subido tanto, pois tem sempre de olhar para trás.

Gaitan mexeu claramente com a equipa e isso fez com que o ataque melhorasse e muito! Saviola esteve bem mais solto e viu-se a espaços o Benfica do ano passado, criando consecutivamente oportunidades e jogadas
de perigo. Cardozo está desaparecido e sinceramente espero que Kardec recupere para o assustar nos treinos para que melhore.

De resto... Aimar ainda está longe da sua forma, mas de resto estiveram bem! Coentrão deveria ser clonado para jogar em vários sitios! Maxi está lento, mas já mostrou que o lugar é mesmo dele! Amorim não comprometeu e a defesa esteve lá, pois no 1º golo o jogador era do Cardozo.

Como já disse, Jesus devia assumir o seu erro e seguir em frente. Na minha opinião, Moreira seria a escolha para o próximo jogo, que é em casa. Não por ser melhor guarda redes que Julio César, mas por ter uma falange de adeptos que são fãns de Moreira e por ser um elemento com "escola" no Benfica. Penso que faria com que Jesus fizesse não só as pazes com os adeptos por causa de Roberto, mas também com os apoiantes de Moreira que estariam lá para torcer por ele. Além disso é português, algo que nfelizmente no Benfica é um pouco raro.

Sei que muito vão voltar a falar do jogo da Taça do ano passado, de ser o chamado 3º guarda redes do Benfica, mas a verdade é que tirando Nuno Gomes, é o jogador com mais anos de casa.

É complicado ver o Benfica arrancar tão mal este ano, ainda por cima depois de ser campeão, mas temos de acreditar e apoiar a nossa equipa. Ainda não entramos em cena na Europa felizmente, o que dá mais tempo para preparar jogos e recolocar os índices físicos ao nível do ano passado. Agora Jesus tem de escolher entre a sua teimosia e o próprio Benfica que quer ser novamente campeão. Eu sinceramente espero que Jesus ponha de lado o orgulho e convoque outro guarda redes, para que a equipa possa respirar.

Força Benfica! Eu, como tantos milhões estamos cá para te levantar nem que caias 10 vezes!

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Salvio


Já vi vários posts a falar do rapaz e pelo que vejo nos vídeos é realmente um jogador do estilo de Jara e de Saviola. Pelo que se vê nos videos, não parece um extremo, mas sim um médio ala que flecte para dentro. É um jogador mareiro e com muita técnica, para além de ser veloz o que ajuda! Tem sentido de baliza e faro de golo, algo que Di Maria tinha, mas pouco.

Agora pensemos... o Benfica está atrás de Traorè, certo? Um valor confirmado, adaptado a grandes campeonatos, grandes clubes e de futebol ao mais alto nível, logo a ideia será adiantar Coentrão caso seja necessário. Se pensarmos bem, teriamos uma equipa como a do ano passado, mas com as laterais trocadas, pois Coentrão recupera e defende como Ramires e Salvio pode ser o lateral à la Di Maria, sendo que pisa outros terrenos, deixando os cruzamentos para Maxi sempre que necessário.

Se Jesus vê em Gaitan o substituto natural de Di Maria, o lugar até será dele, deixando assim mais opões de rotação no plantel.

Na minha óptica, seria bom contratar um médio ala que saiba defender (Elias ou Wesley) e um extremo de raíz que o que de melhor vi (como notícia nos jornais) foi o Leto. De resto, penso que o Benfica apenas precisa de renovar o treinador de guarda redes, mas sobre isso falo no próximo post!

domingo, 8 de agosto de 2010

Ai Jesus...

Quando todos esperávamos que Jesus colocasse já Villas Boas com a porta aberta para sair, mas as coisas correram mal. Foi um Benfica irreconhecível o que esteve em Aveiro, bem diferente do Benfica a que Jorge Jesus nos habituou. Faltou a pressão alta, as jogadas rápidas, as transições demolidoras e a magia que caracteriza ainda o Benfica de JJ. Além disso, tivemos um adversário que foi muito bom a explorar as principais fragilidades da nossa equipa. Primeiro explorou a defesa fragilizada do lado direito, pois Amorim cumpre no lugar, mas não é um defesa, para além disso, nota-se que ainda não está na forma do ano passado, sendo muito mais lento que Varela. Villas Boas soube ainda explorar o nervosismo da defesa causado pela utilização de um pressionado Roberto (infeliz em alguns lances da pré época).
É claro que faltou Ramires para compensar Amorim e que isso poderia ter melhorado muito a equipa, mas notou-se uma falta de ritmo estranha. Carlos Martins e César Peixoto foram os maiores espelhos disso. Com estas carências, o Benfica foi presa fácil para um FCP que também não fez muito. Conquistou a vantagem aos 3 minutos e depois explorou a velocidade de Varela para desequilibrar, pois de resto o jogo foi feio e muito de meio campo.
Outra ressalva para a perda de cabeça, pouco usual na equipa de JJ, em determinados lances que nos poderia custar não só os amarelos, como vermelhos por acumulação de amarelos.
Quanto ao ataque... todos já sabiamos que iria faltar Di Maria, mas contamos com Aimar, Cardozo, Jara, Gaitan e Saviola para isso. Facto é que Cardozo, Aimar e Saviola ontem jogaram pouco, pois não tinham bola. Nem mesmo com Coentrão depois à frente, conseguiram fazer aqueles ataques de ruptura que nos caracterizam.

Com tudo isto, espero que LFV e Rui Costa apressem as contratações para que o Benfica 2010/2011 volte a ser como o de 2009/2010 foi. Faltam 2 extremos e um defesa esquerdo com mais velocidade. Também (e ao contrário de muitos) acho que Rodrigo deveria ficar no plantel, pois quero pontas de lança para todas as provas (Taça da Liga, Taça de Portugal, Liga dos Campeões e Campeonato), ora em 4 provas, Cardozo e Kardec não chegam. Se muitos há que dizem que Weldon pode fazer o lugar ou até mesmo Nuno Gomes, eu não subscrevo. Acho que são mais segundo avançados do que pontas de lança de raíz.
Sugestões... penso que JJ saberá melhor que ninguém quem é que faz falta e que jogadores precisa, mas aquele rapaz do Santos, o Wesley, parece-me bem. Ataca bem, mas a sua raiz de médio defensivo iria ajudar muito a compensar sempre que preciso. Para o outro lado, já que se descartou o Leto que me parecia um extremo com uns ares de Di Maria, pois era rápido, criativo e com um excelente controle de bola. Resta saber se se adaptam bem ao futebol português e se são o que realmente Jesus quer.

Resta-me dizer que não é num jogo que se avalia uma época. Não é num jogo que se ganham campeonatos e que a Supertaça é apenas um troféu. O maior do nosso país conquistamos nós no ano passado e por isso temos as quinas no braço! "Mesmo que caias dez vezes, estarei cá para te ajudar a levantar."- é isso que farei e que sei que todo o benfiquista fará, não só porque sabemos do que Jorge Jesus, Rui Costa e Luis Filipe Vieira são capazes, mas pelo que sabemos que Aimar, Saviola, Cardozo e companhia sabem fazer tão bem... golos!

Força Benfica!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mais um!


Jesus falou e disse:

"O Aston Villa é uma equipa que tem qualidade e que ficou em 6.º lugar no campeonato inglês, tem jogadores internacionais por Inglaterra, mas nós tornámos o jogo fácil, porque tivemos 45 minutos espectaculares e dificilmente alguém segura o Benfica com esta velocidade e com esta capacidade técnica".

Foi por isso que o Benfica ganhou "limpinho" mais um torneio de pré época e assim não precisamos de nos queixar da bola, do árbitro, do relvado seco... 


Só quero deixar umas notas sobre este jogo:
O David Luis é único e uma força da natureza! Jara mostrou porque Jesus o quis! Para além de nunca desistir de um lance por mais duro ou impossivel que seja, é extremamente móvel o que baralha qualquer defesa, ainda por cima com outro avançado que faz isso igualmente bem (Saviola). Airton está em excelente forma e merece muito mais oportunidades. Coentrão merece um bom contrato e uma clausula de rescisão de pelo menos 40 Milhões. Cardozo... bem, Cardozo como alguns dizem não sabe jogar à bola, mas o objectivo do futebol é marcar golos! E isso Cardozo faz e faz muito bem!

domingo, 25 de julho de 2010

Jorge Jesus!

Ontem não deixei os meus parabéns ao Mister Jesus, mas deixo hoje.
Para mim, é um dos maiores treinadores que vi passar pelo Benfica. É um fiel perfil daquilo que gosto de ver num treinador do meu Benfica. Jesus vibra, sente e respira não só futebol, mas Benfica. É bonito ouvir Jesus a falar do Benfica e senti-lo seu. Penso que essa é uma diferença que só o Benfica consegue. Simão Sabrosa foi um exemplo disso mesmo.

Aproveito esta data então para o meu singelo elogio a Jorge Jesus. Conheci Jesus no Estrela da Amadora, quando ia ter com o seu fisioterapeuta Fernando. Jesus, treinava uma equipa pequena, mas que deu jogadores a todos os clubes grandes (Miguel, Kennedy, Jordão, por exemplo) e já aí respirava e vivia o futebol. Ás 20 horas, Jesus ainda estava no seu gabinete minusculo, cheio de livros à volta, a ver videos e mais videos e tomando notas. Habituei-me a vê-lo assim.
Depois segui-lhe o rasto e segui com curiosidade o seu percurso no Belenenses por exemplo, onde com uma equipa má, fez um bom percurso e de onde saíram igualmente jogadores para clubes grandes. Rúben Amorim e Rolando são exemplos disso, mas Gonçalo Brandão também. Depois seguiu-se o Braga e a projecção para a ribalta do futebol português. No Braga conseguiu elevar a equipa a um novo patamar e construir uma equipa muito boa com poucos recursos. Mais uma vez, fez de jogadores medianos, grandes jogadores.

Quando chegou ao meu Benfica, só tive medo do seu temperamento espontâneo. Pensei que poderia não aguentar a pressão, mas Jesus venceu isso tudo e sobretudo venceu e convenceu no campo. Jesus, com todo o seu trabalho, espremeu aquela laranja e deu-nos o melhor Benfica dos últimos 20 anos! Com Jesus, o Benfica trabalha das 8 às 20 muitos dias. Faz 3 treinos na pré época. Treina 90 minutos. Não tem medo de se mostrar e fazer treinos à porta aberta. Tira o maior rendimento de todos os jogadores! Com tudo isto e por muito mais, o Benfica de Jorge Jesus, é um super clube. É verdade que houve falhas, mas as conquistas deste Benfica falam por si e apagam Patric's e Shafer's.

Com tudo isto, quero dizer o quê?! Que Jesus é o homem certo, no lugar certo. Penso que no inicio desta época, o Benfica deveria renovar novamente com Jesus, logos às primeiras vitórias. Segurar este homem no Benfica é algo importante. Não só por tirar rendimento dos seus jogadores, mas por entender a dimensão do clube, entender os seus adeptos, envolver-se na máquina do Benfica e sobretudo descobrir e valorizar jogadores.

Por tudo isto continuo a afirmar que Jorge Jesus é um senhor... um senhor do futebol, que percebe de futebol e mostra futebol.

domingo, 18 de julho de 2010

Um cretino é sempre um cretino! Toma lá 5 desta vez!

A época à Jorge Jesus já começou, por isso, o primeiro título de seu registo já cá canta.  Jesus tem-se mostrado mesmo um papa títulos, mesmo que estes de pré época sejam sempre desvalorizados pelos demais concorrentes.

Hoje foi um jogo para benfiquista ver. Já com bons pormenores, com jogadas bem elaboradas, com velocidade e belos rasgos da nossa armada encarnada.

Hoje ficou provado em campo que temos reforços! Jara e Gaitan mostraram serviço e criaram bons momentos de futebol, com boa nota artística. Confesso que tive momentos em que vi mais Gaitan que Di Maria, na medida em que Gaitan joga com os companheiros sempre que pode. Depois há David Luis que está ainda mais endiabrado ainda, Airton que reforço está um grande jogador e Kardec que mostrou bastante serviço, quer a facturar, quer a assistir. Já tinha visto isso no Mundial de sub-20 e vejo agora no Benfica. É um jogador completo. Cardozo que se cuide, pois já tem alternativa.

Deixo apenas uma nota sobre o empate do outro dia... é a feijões, mas Nuno Gomes voltou a marcar um golo decisivo e a mostrar que velhos são os trapos!

Quanto a Roberto... Jesus que olhe por ele e o ponha a treinar cruzamentos e bolas altas durante dias a fio! Para não agarrar bolas tínhamos o Quim, que não sofria tantos golos assim... Que tal uns minutos ao José Moreira...

Bem-vindo Jesus


Ora, quem ler o título vai dizer que ontem bebi caipirinhas a mais (o que não é mentira nenhuma!), mas digo bem-vindo porque Jesus, volta a gerir bem o plantel até para os particulares de pré-época.

Ora, ontem no empate (injusto) com o Groningen, o Benfica voltou a mostrar fragilidades na muito desfalcada defesa, mas penso que isso pode melhorar já neste jogo, pois o Rúben Amorim já pode ocupar a direita e fchar um pouco melhor e David Luis será claramente titular.

Quanto aos reforços, Gaitan é inteligente na gestão e controle de bola, mostra alguma rapidez de execução, mas longe do seu antecessor Di Maria. No entanto, a maior versatilidade no seu posicionamento, a sua muito maior capacidade de controlo de jogo e a maturidade que demonstra em campo, são mais valias em relação ao mesmo Di Maria. Penso que renderia mais se jogasse no interior esquerdo, mas com Coentrão pode ser que Jesus o meta nesses caminhos, libertando Coentrão para o extremo naquelas arrancadas geniais dele.

Jara, continua sem abrir o livro, ainda meio preso à sua adaptação. Aqui e ali, mostra que é um grande jogador, mas temos de lhe dar tempo. Penso que se afinar a pontaria, ganha mais espaço dentro do plantel, pois aquele pé tem uma potência de remata fantástica, para além da movimentação inteligente que o jogador tem.

Roberto, apesar dos 3 golos que sofre, não tem culpa em nenhum, sendo que o último é inteiramente batido por um gajo chamado Balboa que adormeceu no pedaço! Não o podemos condenar... neste jogo jogou contra o Groningen, o Luis Filipe, o Balboa e o próprio Fábio Faria que veste aquela camisola com 30 kilos...

Pois é, o Fábio é bom jogador, mas a camisola está a pesar. Há que o libertar dessa pressão, pois é um jogador que tem valor. Nesta pré temporada, tem mostrado que a lateral joga melhor que a central, mas pode ser também condicionado pelo tal peso na camisola.

Quanto a jogadores que brilharam:
Airton - Mostrou novamente estar melhor que Javi nesta altura e está a mostrar-se e bem a Jesus. Rápido, solto e com um sentido posicional brilhante, Airton mostra agora que o que se viu no ano passado dele, era apenas um pouco. É um jogador muito bom, um recuperador nato e agora mostra também que sabe subir tão bem como desce para tapar um colega.

Amorim - Um jogador à Benfica e do Benfica. Mesmo depois de uma lesão, quase sem férias, mostra que é daqueles que é mesmo do Benfica. Fazia falta o Rúben!

Kardec - É um caso sério este miudo. Pode não brilhar com golaços, com jogadas de deslumbre, mas para isso temos o Carlos Martins e o Saviola! É um avançado muito móvel, que joga bem em toda a frente de ataque, que joga muito para a equipa e que sempre que preciso está no sitio para finalizar. Cardozo que se cuide que o Kardec quer mais oportunidades este ano e penso que as terá, até para descanso do "matador" Cardozo!

Martins - Grande golo e mais um jogo cheio de raça, como é a sua imagem e claro, mais um jogo aonde ele dá tudo como sempre.

Ora, hoje, espero que o Benfica jogue e convença como é natural. Penso que Jesus vai jogar mais pelo seguro e com mais titulares. Para mim será Roberto, Amorim, David Luis, Sidnei, Peixoto; Airton, Martins, Aimar e Gaitan; Kardec e Saviola. Era a equipa com que eu jogava, sendo a mais próxima da titular, pois este, como todos os torneios em que o Benfica entra, é mais um para ganhar, não só pelo seu nome, mas mais ainda pela criação de uma rotina de vitórias, aumentar a motivação de jogadores e adeptos e não dar espaço à imprensa para criticar a máquina do Benfica.

Só mais uma nota para a imprensa para dizer que se têm esforçado imenso para estabelecer comparações entre a pré época do Benfica deste ano com a do ano passado, mas esquecendo-se sempre de que este é ano de mundial e o Benfica esteve bem representado no mesmo. Já com os outros clubes, falam sempre das ausências... O Benfica é grande e incomoda muita gente!

Carrega Benfica!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Jesus é que sabe!

O azar bateu à porta de Quim. De regresso ao Sp. Braga após seis anos no Benfica, o guarda-redes vai ser operado ao tendão de Aquiles e enfrenta longo período de recuperação, estimado em seis meses.

in A Bola



É por isto que Jesus é senhor!

domingo, 23 de maio de 2010

Mais uma vez digo... Jesus é um senhor!

Jorge Jesus em entrevista: «Por mim não deixava sair ninguém» 

Ao chegar à Luz, Jorge Jesus traçou como meta a conquista do título e não defraudou ninguém. Agora aponta a metas mais elevadas, como a Champions. Ainda a viver dias inesquecíveis pelo título, Jesus recebeu A BOLA para uma extensa entrevista. Leia na íntegra na edição impressa de A BOLA.

- No dia em que foi apresentado como treinador do Benfica disse que estava ali para ser campeão. Conseguiu esse desígnio, mas em algum momento sentiu que poderia não vencer o campeonato?
- Não. A cada dia que passava durante a época mais convicção tinha de que ia ser campeão. Só não tinha a certeza absoluta porque em futebol não há certezas absolutas. Mas convenci-me que ia ser mais fácil de concretizar do que pensava.

- Mais fácil porquê? Devido às condições que o Benfica oferece ou porque o potencial dos adversários o convenceu que podia ser campeão?
- O Benfica de facto tem uma estrutura humana que eu aproveitei e à qual incuti as minhas ideias. Houve um momento em que tive algum receio: foi na última jornada, com o Rio Ave. Mas por causa da ansiedade que se instalara em toda a gente, sobretudo nos jogadores.
- Proclamou que a equipa tinha de jogar o dobro. Foi isso que tentou ao longo da época, colocar o Benfica a jogar mais que em anos anteriores?
- Eu quando disse isso nunca quis criticar ninguém. Mas via o Benfica jogar, via os jogadores que a equipa tinha e sabia que a minha forma de trabalhar iria colocar esses jogadores a render mais.

- Os jogadores perceberam que não havia lugares cativos, quem não trabalhasse tinha os dias contados...
-Não é só não trabalhar... é, por exemplo, não perceber que em primeiro está o grupo; quem não perceber que as minhas ideias é que contam. Acho que pela minha vivência, pela forma como fui criado (fui criado em ambientes de conflito, na rua) adoro o conflito, só sei viver assim e é isso que me dá um grande gozo.

«Di María levou equipa às costas»

- Sabendo que o Benfica quer ser novamente campeão e ir o mais longe possível na Champions, está preparado para a eventualidade de perder alguns jogadores... fiquemos só por dois: Di María e David Luiz?
- Não é fácil no Mundo encontrar substitutos à altura desses dois jogadores...

- O presidente Luís Filipe Vieira já lhe comunicou essa possibilidade de eles saírem?
- Já disse que podemos perder alguns, Di María um deles. Mas não há certezas quanto a isso. Faz parte do meu trabalho também valorizar os activos do clube.

- Mas reconhece que não é fácil substituir Di María e David Luiz?
- Não é fácil, principalmente o Di María. É um jogador que cresceu muito comigo, é um menino com o qual tive muito orgulho em trabalhar, sempre muito atento, muito humilde. E sempre tentei explicar-lhe que o jogo tem várias fases para se saber jogar e há uma fase em que, para mim, ele é dos melhores do Mundo: na zona da decisão. E foi aí que muitas vezes ele levou a equipa às costas.

- Quantas aquisições é que vai fazer mais Benfica?
- Depende dos que saírem, pois teremos de repor. Se não sair ninguém...

- Por si não saía ninguém?
- Por mim não deixava ninguém sair. Vamos imaginar que isso acontece, nesse caso o Benfica precisa de dois jogadores.

- Um guarda-redes e mais?
- Dois jogadores. Não especifico posições.

- Quim e Moreira estão ambos em final de contrato. Conta com algum deles para a próxima época?
- Eles vão saber por nós no momento certo quais são as nossas ideias. E sem passarmos as ideias aos jogadores não a vamos passar para o exterior... apesar de eu já ter conversado com a maior parte da equipa em relação ao futuro.

- Mas está nos planos a chegada de mais um guarda-redes?
- A aposta para a nova época é de formarmos aquele lugar específico com três guarda-redes de valor em relação às exigências que o Benfica irá enfrentar. E como já demonstramos durante o ano, isso passa por ir ao mercado à procura de mais um guarda-redes.

- O Benfica foi a melhor equipa deste Campeonato?
- Nem há comparação possível.

No dia em que foi apresentado como treinador do Benfica disse que estava ali para ser campeão. Conseguiu esse desígnio, mas em algum momento sentiu que poderia não vencer o campeonato?
— Não. A cada dia que passava durante a época mais convicção tinha de que ia ser campeão. Só não tinha a certeza absoluta porque em futebol não há certezas absolutas. Mas convenci-me que ia ser mais fácil de concretizar do que pensava. Porque depois de estar no clube, de o conhecer e conhecer os jogadores fiquei com a certeza que dificilmente não conseguiríamos o êxito de ser campeões.

— Mais fácil porquê? Devido às condições que o Benfica oferece ou porque o potencial dos adversários o convenceu que podia ser campeão?
— O Benfica de facto tem uma estrutura humana que eu aproveitei e à qual incuti as minhas ideias, incuti que o dia-a-dia é assente num conhecimento de antecipação e as pessoas foram percebendo que tinham de trabalhar ao meu ritmo, não só os jogadores mas todas as pessoas que envolviam a estrutura futebol. E depois de analisar que a matéria humana tinha de facto muita qualidade, principalmente os jogadores, nunca coloquei em dúvida que iríamos ser campeões... Ou melhor, houve um momento em que tive algum receio: foi na última jornada, com o Rio Ave. Mas por causa da ansiedade que se instalara em toda a gente, sobretudo nos jogadores. Era um jogo que, teoricamente, até era fácil, mas nós sabemos que no futebol por vezes acontecem certas coisas para as quais não estamos preparados. Mas ao longo da minha carreira nunca me aconteceu morrer na praia como é costume dizer-se e sentia que também não seria nesse dia.

— Quando chegou ao Benfica proclamou que a equipa tinha de jogar o dobro. Foi isso que tentou ao longo da época, colocar o Benfica a jogar mais que em anos anteriores?
— Eu quando disse isso nunca quis criticar ninguém. Mas via o Benfica jogar, via os jogadores que a equipa tinha e sabia que a minha forma de trabalhar iria colocar esses jogadores a render mais. E à medida que os fui conhecendo melhor, e eles a mim, fui ficando com a ideia cada vez mais clara de como potenciar aqueles jogadores... E na minha opinião jogaram mesmo mais.

— Mas teve consciência do que estava a dizer realmente, sabendo que ia encontrar jogadores de um nível com o qual nunca tinha trabalhado, como Saviola, Cardozo, Ramires, Aimar ou Luisão? Os jogadores não ficaram desconfiados de si?
— Os jogadores perceberam rapidamente a minha mensagem. Eu sabia que ia ter no grupo internacionais de vários países mas isso para mim não era sinónimo de causar complicações à minha comunicação porque sabia e sei que, independentemente do valor do jogador, o fundamental está no treinador, face às ideias e às ambições que consiga passar para os jogadores. A minha forma de estar, a minha maneira de ser é de uma personalidade com convicções muito fortes... Mas aquilo que eu digo é que é muito mais fácil trabalhar com os grandes jogadores: é muito mais fácil trabalhar com Aimar, Di María, Saviola, Luisão, com todos aqueles que são internacionais dos seus países, do que trabalhar com um jogador de nível médio. Estes são egocêntricos: julgam que são, mas não são... e é muito mais difícil trabalhar com eles.

— Você tem uma forma muito directa de abordar algumas situações. Isso no treino com os jogadores não lhe cria algumas animosidades?
— Nunca me importei muito com isso. Para mim o que conta são as ideias que eu tenho e sei que se as colocar em prática o êxito fica mais próximo. Nunca fui nem sou um treinador estilo quero, posso e mando

— Os jogadores perceberam que não havia lugares cativos, quem não trabalhasse tinha os dias contados...
—Não é só não trabalhar... é, por exemplo, não perceber que em primeiro está o grupo; quem não perceber que as minhas ideias é que contam. Acho que pela minha vivência, pela forma como fui criado (fui criado em ambientes de conflito, na rua) adoro o conflito, só sei viver assim e é isso que me dá um grande gozo.

— E alguma vez teve algum conflito com algum jogador?
— Nunca.
«Di María levou   equipa às costas»
 
— Sabendo que o Benfica quer ser novamente campeão e ir o mais longe possível na Champions, está preparado para a eventualidade de perder alguns jogadores... fiquemos só por dois: Di María e David Luiz?
— Não é fácil no Mundo encontrar substitutos à altura desses dois jogadores...

— O presidente Luís Filipe Vieira já lhe comunicou essa possibilidade de eles saírem?
— Já disse que podemos perder alguns, Di María um deles. Mas não há certezas quanto a isso. A única certeza é que a SAD tem as mesmas ideias que eu, queremos ter uma equipa forte e só deixarão sair jogadores se pagarem as cláusulas de rescisão. Se houver mais um ou outro jogador para sair... faz parte do meu trabalho também, que é valorizar os activos do clube.

— Mas reconhece que não é fácil substituir Di María e David Luiz?
- Não é fácil, principalmente o Di María. É um jogador que cresceu muito comigo, é um menino com o qual tive muito orgulho em trabalhar, sempre muito atento, muito humilde. E sempre tentei explicar-lhe que o jogo tem várias fases para se saber jogar e há uma fase em que, para mim, ele é dos melhores do Mundo: na zona da decisão. E foi aí que muitas vezes ele levou a equipa às costas.

— Foi o melhor jogador deste campeonato?
— Não direi isso. O Benfica teve grandes jogadores que fizeram que a equipa colectivamente fosse forte e se tiver de destacar, destacarei sempre a equipa, o colectivo e não um jogador em particular. Agora cada um especificamente na sua posição foram importantes, tal como Saviola, tal como os elementos do corredor central em termos defensivos... O Benfica teve vários jogadores do campeonato. Nenhum dos nossos adversários tiveram jogadores que colocaram em campo o perfume, a mestria, a arte, a eficácia como nós tivemos ao longo da época.

— Gaitán e Jara são jogadores com perfil para ajudarem o Benfica a ser melhor?
— A ideia é essa. Desde que cheguei ao Benfica todas as contratações que temos feito é aposta em jovens, miúdos entre os 20/22 anos... Mas já disse ao presidente que temos de ter atenção: parece que estamos a contratar uma equipa de juniores. É um risco, apostar em jogadores que ainda não se afirmaram, que têm valor, mas que só os mais atrevidos é que os vão buscar, porque há sempre a dúvida sobre se depois rendem ou não. Mas o Benfica tem de começar a contratar jogadores como fez na época passada com o Saviola e o Javi García.

— Mas em relação a esse dois argentinos em concreto, são jogadores para se imporem como titulares?
— Vou dar o exemplo de dois treinadores: Arsène Wenger e José Mourinho, o Wenger contrata jogadores para crescerem com ele, mas isso tem os seus dissabores, os seus riscos. Ele valoriza os jogadores, mas não valoriza os títulos da equipa, não tem nenhum há vários anos. O Mourinho contrata jogadores feitos para conquistar títulos. Eu pretendo estar nos dois lados.

— (...)
— Em relação ao Jara e ao Gaitán, conheço-os bem. Não contratamos jogadores por vídeo. Mandámos um treinador que trabalha connosco da máxima confiança observá-los, eu também já os tinha visto. Mas são dois jovens...
«estamos à procura de um guarda-redes»   
— Quantas aquisições é que vai fazer mais Benfica?
— Depende dos que saírem, pois teremos de repor. Se não sair ninguém...

— Por si não saía ninguém?
— Por mim não deixava ninguém sair. Vamos imaginar que isso acontece, nesse caso o Benfica precisa de dois jogadores.

— Um guarda-redes e mais?
— Dois jogadores. Não especifico posições.

— Quim e Moreira estão ambos em final de contrato. Conta com algum deles para a próxima época?
— Eles vão saber por nós no momento certo quais são as nossas ideias. E sem passarmos as ideias aos jogadores não a vamos passar para o exterior... apesar de eu já ter conversado com a maior parte da equipa em relação ao futuro.

— Mas está nos planos a chegada de mais um guarda-redes?
— A aposta para a nova época é de formarmos aquele lugar específico com três guarda-redes de valor em relação às exigências que o Benfica irá enfrentar. E como já demonstramos durante o ano, isso passa por ir ao mercado à procura de mais um guarda-redes.
«PoucOs na Europa   têm um CARDOZO»

— Acreditava que o Cardozo iria ter uma época tão concretizadora como a que teve: Bola de Prata, melhor marcador da Liga Europa?

— O Cardozo era um daqueles jogadores que quando eu ainda não estava no Benfica via jogar e dizia para o Raul [José] que se trabalhasse connosco valia mais de 20 golos por época. E foi aquilo que fizemos.

— Teve de o abanar, como chegou a dizer?
— A ele e aos outros tive de o trabalhar em função da sua qualidade. Eu, na verdade, não faço milagres. Eu, e outros treinadores, só conseguimos potenciar a qualidade de um jogador quando ele efectivamente tem qualidade. O difícil é saber descobrir o que é que ele tem e encontrar meios para o desenvolver.

— Mas tem consciência que apesar dos golos, há muita gente que desconfia do Cardozo, de ser lento... não ser elegante como jogador?
— É conforme olharem para o jogo. Se olharem para o Cardozo à procura de um jogador de nota artística, como eu costumo dizer, então não gostam dele. Mas se olharem para o Cardozo como um goleador, como um jogador que poucas equipas na Europa têm jogadores com aquelas características, que são goleadores, que é aquilo que conta... então. A beleza do Cardozo é fazer golos. A beleza do Cardozo não é o Aimar, que tira dois do caminho e assiste o avançado... por isso é que o futebol é arte como eu já disse citando o exemplo dos pintores. Os pintores misturam as tintas e depois uns dão uma pincelada e aquilo não vale nada, outros fazem um risco e vale milhões. Porquê? Porque é arte. E a arte não se aprende, nasce connosco.

— Quando o Cardozo falhou os penalties, falhou quatro ao longo da época, teve vontade de lhe retirar essa responsabilidade e entregá-la a outro jogador?
— Nunca, porque eu penso como os jogadores. Eu também fui jogador e sei como eles pensam. Se fizesse isso... Se tivesse um segundo batedor tão bom como ele era capaz de pensar duas vezes, mas como estava convicto que não o tinha, o Cardozo continuou a ter toda a confiança da equipa.
«Distraíram-se   a inventar túneis»

— O Benfica foi a melhor equipa deste Campeonato?

— Nem há comparação possível.
— Que explicação, então, é que encontra face aos que dizem que este foi o 'campeonato dos túneis'?
— Quando não se têm muitos argumentos para apresentar, por vezes é preciso branquear determinadas situações para defender as suas equipas. E penso que foi o que alguns dos nossos adversários tentaram fazer: viram que o Benfica estava muito forte, não havia muitos argumentos para nos poder desestabilizar... e distraíram-se a inventar questões de túneis. Esse é que foi o erro fatal dos nossos rivais: distraíram-se com essas situações menores e nunca perceberam que eles não tinham os argumentos do Benfica. E fomos justos campeões.

— Mas acha que se o FC Porto tem jogado a época toda com o Hulk e o Sp. Braga com o Vandinho as coisas poderiam ter sido diferentes?
— Um jogador não faz uma equipa. Nós jogámos tantas vezes sem Di María, sem Saviola, sem Cardozo... e continuámos a ganhar. Compreendo que não é fácil jogar sem o Vandinho, que é de facto um grande jogador... fui eu que o coloquei numa posição onde ele nunca tinha jogado e onde demonstrou que é um dos melhores em Portugal naquele sector. Mas não foi por causa de ele não jogar que o Benfica foi campeão... Tal como o Hulk, que jogou contra o Benfica na Luz e o FC Porto perdeu.

— Face ao que foi feito esta época, ao que foi conseguido e à forma como colocou a equipa a jogar, sente que na próxima época as exigências serão ainda maiores?
— A exigência será maior, sem dúvida. Temos um título e teremos que o saber defender e não vamos ser surpreendidos. No passado os adversários do Benfica iam à Luz e diziam que iam para tentar vencer, e este ano viu-se que uma das preocupações de quem ia ao nosso estádio era não sair de lá com goleadas. Isso deveu-se muito ao trabalho que foi feito e à qualidade dos jogadores.
— Diz que este ano os adversários andaram distraídos. Isso provavelmente na próxima época já não acontecerá. Equaciona mudar a estratégia?
— Acredito que as coisas possam ser mais complicadas, mas não será por aí que o Benfica vai deixar de apresentar o nível que tem tido. Os jogadores estão lá, o treinador é o mesmo e cada vez mais seremos mais fortes porque nos conhecemos cada vez melhor.  mas há vários itens dos quais não abdico, fundamentalmente de três situações: disciplina de grupo, disciplina táctica e disciplina de jogo. Passo isto aos jogadores e o que tem de ser feito mediante cada uma destas ideias. Todos, a partir daí, sabem o que têm de fazer. E quem não quiser partilhar isto ou adaptar-se a estas ideias... comigo não trabalha mais. Seja quem for.

— E poderá repetir, tal como fez no ano passado, que está no Benfica para ser mais uma vez campeão?
— Claro. Mas não preciso de dizer isso. Quem treinar o Benfica vai dizer o quê? Quem está naquela casa, seja treinador ou jogador, não pode pensar de outra maneira. O Benfica é um clube que tem de pensar em grande e que tem de ter a qualidade nas pessoas que fazem parte da equipa para poder transportar essa ideia para o jogo. Foi isso que consegui fazer este ano e que para o ano vou fazer novamente.
— Acabou de renovar contrato até 2013 com uma cláusula de rescisão cujo valor não foi oficialmente revelado mas presume-se que alto...
— Já vi o valor escrito...
— 7,5 milhões de Euros.
— Exacto.
— Se chegasse amanhã um clube a pagar esse valor, deixava o Benfica?
— Não. Não posso fazer isso. Tive possibilidades de o fazer mas não podia desiludir os sócios e adeptos do Benfica. Sei que não serei um treinador eterno no Benfica, irei sair um dia mais tarde. Mas este ano tinha de ficar por aquilo que os adeptos representaram para a equipa e para mim, pela forma como eles acreditaram e também me ajudaram... Eu já tive oportunidade de dizer isto: os dois jogos mais importantes da época, que fizeram com que fossemos campeões, foram o da primeira jornada com o Marítimo e o da Taça de Portugal, que perdemos com o V. Guimarães. Foi aí que fomos campeões, quando os sócios do Benfica depois de um empate e de uma derrota aplaudiram a equipa no fim e os jogadores sentiram que quando errassem poderiam ficar serenos porque os adeptos estariam sempre do lado deles. Foi isso que fez com que a equipa nunca mais parasse.
«Podia ter ganho   a Liga Europa»
— Depois de ter sido campeão disse que agora quer a Champions. Tem consciência das dificuldades que o esperam? 
— Aquilo que eu disse, na sequência de uma pergunta que me fizeram, foi que se eu estivesse nos quartos-de-final da Champions como este ano estive na Liga Europa... que se calhar não tomava as mesmas opções que tomei este ano: ou seja, defender completamente o Campeonato, o que eu queria, e os sócios do Benfica sabiam isso desde a primeira hora, era ser campeão. E sabia que não podia ter as duas coisas, porque não tínhamos tempo de recuperação. Não tem nada a ver com o facto de jogar 50 ou 60 jogos, os jogadores não têm é capacidade para recuperar de jogo para jogo em dois ou três dias, que foi o que aconteceu, por exemplo, entre o jogo com a Naval e a ida a Liverpool. Não estavam preparados para corresponder à intensidade do jogo em termos fisiológicos e daí ter mudado alguns elementos importantes, em defesa do próximo jogo, sabendo que ia colocar em risco a passagem às meias finais.
— (...)
— Mas se na próxima época, na Liga dos Campeões, chegar em idênticas circunstâncias aos quartos-de-final aí se calhar tomarei a opção inversa.
— Isso quer dizer o quê? Aposta mais na Champions e deixa o Campeonato?
— Não. Arrisco nos dois. Enquanto que eu este ano não coloquei em risco o Campeonato.

— Depois de ter visto a final da Liga Europa... não ficou com a sensação de que se calhar podia ter conquistado esta prova também este ano?
— Acho que podia ter ganho a Liga Europa... mas também estou convencido que se calhar não teria vencido o Campeonato. Porque o Sp. Braga foi até ao fim e não perdeu mais nenhum jogo e nós tínhamos jogos decisivos pela frente: com o Sporting, com a Académica. Jogos onde precisava de ter a equipa completamente recuperada da Liga Europa. E sabia que isso só seria possível se ficasse de fora... A equipa mais forte que defrontámos esta época na Europa até nem foi o Liverpool, foi o Marselha, nem há comparação possível! Mas não estou arrependido da opção que tomei.

— Ao assumir até ao exagero que a prioridade era o campeonato e não a Liga Europa, não terá conduzido os jogadores a pensar que esta prova não interessava tanto?
— Não era não interessar. Nós tínhamos uma prioridade bem definida. E eu sabia que em 99,9 por cento dos sócios do Benfica o sentimento era o mesmo. Eu não podia defraudar aquilo que eu prometi, que foi ser campeão nacional e não da Liga Europa. O que me importava era chegar longe e recuperar a identidade do Benfica na Europa e foi isso que fizemos. Para o ano temos o Campeonato, e para já a prioridade é passar a fase de grupos da Champions. E depois... tudo é possível.

— Aceita que se diga que o Rafa Benítez foi mais inteligente que Jorge Jesus no jogo de Liverpool?
— Não. Aceito antes que se diga que o Benítez não tinha mais nada para ganhar e preparou a equipa para a Liga Europa, ao contrário de mim. Respeitou o Benfica e jogou com uma estratégia com mais certeza, enquanto que para mim era mais importante ser campeão nacional...

— Disse numa entrevista que nos clubes por onde passou cumpriu sempre os objectivos...
— É verdade!
— Assumir o objectivo de querer ser campeão europeu não é um risco?
— A Champions é um objectivo da minha vida desportiva. Eu vou ter de ganhar a Champions, dê lá por onde der. Agora em que ano não sei, mas que a vou ganhar, disso não tenho dúvidas. Porque só a ganha quem está à altura dos grandes títulos e de ser considerado dos melhores treinadores do Mundo. E se eu quiser ser um dos melhores treinadores dom Mundo tenho de ganhar a Liga dos Campeões.

— E acredita que isso poderá ser pelo Benfica?
— Acredito que poderá ser pelo Benfica. Não direi se será este ano, isso não sei, porque é relativo... os sorteios têm sempre muita influência na conquista dessas provas. Mas que o Benfica tem tudo para que a possa vencer e que eu tenho capacidade para isso não tenho dúvidas. Porque acho que as grandes equipas da Europa, que são rotuladas como as grandes equipas, muitas delas não são aquilo que dizem...
— Mas terá o Benfica capacidade para ombrear com Barcelona, Chelsea e outros que tais?
— O Barcelona é a melhor equipa do Mundo. O Chelsea é uma boa equipa como o Liverpool, o Manchester United ou o Arsenal...

— E em que plano Europeu é que coloca o Benfica?
— Coloco-o num patamar em que poderá disputar as eliminatórias com os melhores. A diferença será de pormenor. Classifico o Benfica como estando ao nível das melhores da Europa. Faltará perceber como iremos enfrentar a Champions e a fase de grupos será determinante para isso. Penso que há muitas equipas que não são tão fortes como as pintam...
«Não deixo adormecer os jogadores»   
— Esta época o Benfica teve uma enorme percentagem de posse de bola e quando encontrou equipas que conseguiam o mesmo sentiu dificuldades. Passou por aí o segredo do seu Benfica, pela posse de bola?
— Não, o segredo desta equipa é a forma como se trabalha. O segredo dos jogadores do Benfica é forma como treinam, a paixão como se treinam e saem de lá completamente exaustos. Os treinos do Benfica são de uma intensidade muito alta. Esse foi o nosso segredo aliado à qualidade dos jogadores.

— Os jogadores agora já o conhecem melhor, acha que vão continuar a trabalhar da mesma forma, ou teme algum tipo de acomodação?
— Quem trabalha comigo sabe a mensagem que passo todos os dias...
— E não ficam 'cansados' de o ouvir, você que tem uma linguagem apaixonada pelo futebol?
— Cansados? Não. Estamos sempre a evoluir e com certeza que vamos introduzir algumas mudanças... Mas os jogadores do Benfica trabalham com uma intensidade muito alta e sabem que eu não os deixo adormecer, porque comigo quem adormece tem depois poucas possibilidades de acordar.
«Discurso não   é percurso»
— David Luiz disse que algumas vezes o 'mister' lhe deu alguns ralhetes e isso permitiu-o evoluir. Os jogadores aceitaram bem esses seus ralhetes? 
— Eu tenho uma forma de me expressar peculiar, sou muito emotivo. Sou um apaixonado pelo treino e tenho uma forma de comunicar alta... não digo a um jogador olha por favor não te importas de passar ali para aquele lado? Essa não é a minha linguagem. Utilizo a linguagem do futebol.
— Em vernáculo, por vezes...
— O futebol tem uma linguagem própria, não é um português universitário, poético com todas as vírgulas e pontos finais no lugar... porque senão nem eles me percebem. O que eu comunico é o conhecimento. O treino não é uma ciência exacta, é uma ciência humana. O treino é aquilo que nós sabemos criar e eu entendo que não é qualquer um que sabe ser treinador, tem de se nascer para ser treinador. Tal como se nasce para ser jogador, há que nascer para se ser treinador.
— E você nasceu para ser as duas coisas?
— Deus deu-me esse dom, como deu a outros.

— Mais treinador que jogador?
— Também cheguei a equipas grandes enquanto jogador... não ganhei títulos mas cheguei lá. Como treinador cheguei agora a um grande clube ao final de 20 anos de carreira e onde tive de ultrapassar muitas barreiras, muitos defeitos que me foram colocando, não como treinador porque nesse aspecto ninguém me podia apontar nada porque toda a gente notava que eu sabia mais que os outros. Mas ou porque vestia de preto, ou porque por vezes dava uma gafe, muitas delas por vezes inventadas, por tudo isso quiseram desvalorizar-me. E foi por isso que demorei mais tempo a chegar onde cheguei. Mas aquilo que é fundamental perceber, de uma vez por todas, é que no futebol discurso não é percurso! E as pessoas quiseram fazer o meu percurso em função do meu discurso. Não sou um catedrático de português, mas sou um catedrático do treino.
— E Jorge Jesus jogava numa equipa orientada pelo Jorge Jesus?
— Adorava. Porque se eu no meu tempo de jogador tivesse um treinador que passasse aquilo que eu passo aos meus jogadores, tenho a certeza absoluta que teria sido muito mais jogador do que fui.

— Luís Filipe Vieira revelou publicamente, numa entrevista, que quando contratou Jorge Jesus para o Benfica, teve de o fazer nessa altura caso contrário iria parar ao FC Porto. Esteve assim tão próximo de assinar pelo FC Porto?
— Eu tenho de respeitar as duas instituições, Benfica e FC Porto. E se há coisas que vão ficar no segredo da minha família e de mim, essa será uma delas. O presidente e o Rui Costa sabem o que se passou, não interessa divulgar o resto.

— Nos últimos anos o FC Porto tem dominado o futebol português. Acredita ser capaz de enfrentar essa hegemonia?
— O mais difícil foi fazer o que fizemos este ano, que foi quebrar essa hegemonia. Agora temos de ver se temos capacidade para nos mantermos no caminho dos títulos e acreditamos que temos. Porque sabemos o que queremos e acreditamos todos uns nos outros.

— O jogo mais difícil da sua carreira de treinador foi aquele no Estádio do Dragão, com todo aquele ambiente?
— Não. Já disse que sou um treinador a quem o conflito dá um enorme gozo. Onde houver pedrada, ambiente pesado, é onde eu vou estar. Fui criado assim. Quando as coisas são muito serenas... aí é que fico incomodado. E quando digo pedradas é em sentido figurado... mas é isso que me dá gozo e adrenalina e não mexe absolutamente nada comigo. Naquele jogo o FC Porto ganhou porque foi melhor que nós. Só isso.

— É por causa disso que não tem bom relacionamento com alguns treinadores como Manuel Machado, Inácio, Domingos...
— Não vou entrar por aí... No caso do Domingos houve alguns mind games, como agora se diz, mas respeitou-me sempre e eu a ele.

— Como foi o relacionamento com a SAD, nomeadamente com Luís Filipe Vieira e Rui Costa?
— Foi fácil, porque quando se fala a mesma linguagem é fácil como é o caso do Rui Costa e também do presidente. Complicado é quando se tem de falar com alguém que tem a mania que sabe, mas não sabe nada. Desde miúdo que sempre fui ligado ao futebol e quando assim é existe uma outra maneira e outra capacidade de ver as coisas sempre numa lógica em defesa da equipa. Mas é claro que também tive a sorte de já conhecer o Rui Costa, já era amigo dele, do presidente a mesma coisa, logo acho que reunimos tudo para dar certo.

Fábio Coentrão vai provar na Selecção que é grande lateral

Fábio Coentrão foi uma das grandes surpresas da época; de suplente de Di María a extremo-esquerdo para um lugar mais recuado na mesma ala — Fábio Coentrão foi a grande aposta de Jorge Jesus mais conseguida neste Benfica?  — Não. Lancei o Fábio na altura e no momento certo, porque acho que ele vai ser um grande lateral-esquerdo e na Selecção Nacional vai provar isso. Mas a aposta mais conseguida esta época foi a qualidade que a equipa mostrou ao longo do campeonato. A minha grande aposta foi num futebol competitivo, num futebol com classe, com garra e também realista. Essa foi a minha grande conquista e que fez com que os adeptos voltassem ao estádio, e que voltassem a ser uma parte importante para ajudar a motivar a equipa nos seus objectivos.
— O Fábio é aposta em definitivo para lateral esquerdo? Ou pode ser um eventual substituto de Di María se este sair?
— Gosto de jogadores multi-funções, ou seja que desempenhem mais de um papel na equipa. E o Fábio, e também o César, são jogadores que podem jogar na lateral mas também a médios ou até na posição 11. Sou um treinador de estratégia, antes e dentro do jogo e jogadores destes permitem-nos várias estratégias.

É mais fácil trabalhar com jogadores como Luisão ou Saviola do que com atletas de média qualidade. Esses são mais egocêntricos. Fui criado na rua, em ambientes de conflito. Adoro o conflito, só sei viver assim e é isso que me dá um enorme gozo.
 
Wenger aposta em jovens, Mourinho em jogadores feitos. Wenger não ganha, Mourinho sim. Prefiro estar nos dois lados. Cardozo falhou alguns 'penalties' mas continuou a ter a minha confiança para os bater. Se tivesse um marcador tão bom como ele...

«Mantorras é responsável pelo seus actos» [/t]Na Liga, Pedro Mantorras não recebeu um único minuto de competição. O jogador certamente esperava tratamento diferente e não participou na festa do título. Jesus diz que nunca «enganou» o avançado: «Quando cheguei ao Benfica fiz a avaliação do Mantorras e disse-lhe aquilo que achava. O Pedro Mantorras foi um jogador excepcional, poderia ser um craque, um fora de série... mas face às condições físicas em que ele se encontrava achava que, face à qualidade dos jogadores do plantel para a sua posição, ele não iria ter muitas hipóteses. Expliquei-lhe isso logo no início do campeonato. Iria respeitá-lo como jogador, como profissional e que para mim o contrato dele era para respeitar, porque tenho um grande respeito por todos os profissionais. Nunca o enganei. Também sei que ele provavelmente achava que eu podia dar-lhe mais hipóteses, mais minutos, que num ou noutro jogo, se calhar no último, poderia fazer parte da equipa. Mas era um jogo em que o título ainda não estava decidido, achei que precisava de outros elementos e por isso... Não participou na festa, mas ele é homenzinho, é responsável pelos seus actos, conhece-me e sabe o que eu penso e sabe que quem toma determinadas acções tem de assumir a responsabilidade do que faz.»



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Shaffer

«Faltou-lhe qualidade em função das outras opções que eu tinha... havia César Peixoto, que é um jogador mais colectivo do que ele, e depois surgiu o Fábio. É um profissional espectacular, um miúdo espectacular a quem eu tive muita pena de dizer que não ia contar com ele e que o melhor para ele era procurar outro caminho. É assim que eu trabalho, é assim que falo com os jogadores e não os engano. Custa ouvir as verdades, mas eu não tenho problema em enfrentar as situações e os jogadores perceberam que digo a verdade à equipa, e para quem entender esta linguagem as coisas tornam-se fáceis.»



Felipe Menezes

«Um menino que tem muito valor. Está ainda um pouco habituado ao futebol brasileiro, mais pousado, em que há tempo para pensar, para executar e em Portugal isso não acontece. Mas ele tem tudo, física e tecnicamente, para ser um grande número 10. Terá de crescer. Vai crescer no Benfica, na competição. O grande problema do Felipe Menezes é que tem à frente dele o Aimar e o Carlos Martins e isso faz com que ele não entre muito. Quando o fui buscar foi a pensar no futuro e acredito que será um grande jogador. Se tiver de sair para jogar e para se valorizar irá fazê-lo, mas neste momento não tenho essa ideia.»



Éder Luís

«Chegou com 24 anos e era um jogador já com algum estatuto no Brasil, tem grande nível. Mas há coisas que nós não conhecemos quando contratamos um jogador, nomeadamente a sua estrutura mental. Ele tem tido alguma dificuldade de adaptação à pressão, à minha pressão do treino. Porque há muitos jogadores que não aguentam a minha pressão nos treinos. Porque a nossa vida é pressão, que é aquilo que acontece nos jogadores. E há alguns que abanam um pouco. O Éder teve um pouco a dificuldade de enfrentar a agressividade do Campeonato... e, verdade seja dita, também não o tenho colocado a jogar onde ele mais rende, que é como segundo avançado.»


Keirrison

«Vi-o jogar muitas vezes antes da lesão que o afectou, ainda no Brasil, teve de ser operado aos ligamentos cruzados. E depois disso nunca conseguiu ser o mesmo. Mas o Keirrison que eu conheço, que eu vi jogar no Brasil, não tenho dúvida nenhuma que tinha valor para se fixar no Benfica.» 

Por José Manuel Freitas e Paulo Alves
In ABola

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Jesus (só) até 2013

Em mais uma demonstração de capacidade de gestão, o Benfica anunciou à CMVM a renovação de contrato com Jesus até 2013, tendo fixado a sua clausula de rescisão em 7 Milhões.
Eu subscrevo o que o Ricardo Araujo Pereira diz.. renovava com Jesus até 2050! Jorge Jesus, já criou uma onda vermelha e já faz com que a história do clube ficasse marcada por esta data. Já há blogs que dizem que há uma era AJ (antes de Jesus) e uma DJ (depois de Jesus) o que demonstra claramente a importância que Jesus tem neste Benfica!

Penso que Jorge Jesus não mudou só o Benfica, mudou também o futebol português, tornando-o mais brilhante, mais ofensivo, mais demolidor. Para o próximo ano, acho que isso vai continuar, mas tenho quase a certeza que Jesus vai ter mais planos para o Benfica, criando alternativas a esse ataque demolidor para que se possa contornar possíveis antídotos.

Depois desta renovação, espero pela renovação de Quim e depois do resto das contratações, certo de que este trio da fotografia sabe o que o Benfica precisa.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Jesus é um senhor!






O Jorge Jesus devia era ter espetado um selo neste gajo, afinal... como todos podem ver foi provocado, logo poderia reagir que no máximo levava 4 jogos de castigo.

domingo, 18 de abril de 2010

Já estou baralhado...

Quantos pontos é que faltam mesmo para o Benfica ser campeão?!

Ah, Ok! Obrigado Jesus! Tu sabes tudo!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Jesus é que sabe!

in Record de ontem!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Liga Europa - O fim do sonho

Penso que já todos os blogs do Benfica já falaram da derrota de ontem. Tristemente, vi alguns a criticar Jorge Jesus pelas escolhas e a crucificar alguns jogadores.

A verdade é que só Jorge Jesus sabe a condição dos seus jogadores, ao contrário de outros anos em que todos falavam dos jogadores do Benfica.

A mexida na defesa, justificou-se com a necessidade de cm na luta com Kuyt e Torres, que na 1ª mão, passaram e venceram Coentrão em muitos duelos, para além disso a ideia era poder jogar com o próprio jogo, caso o Benfica estivesse a vencer, Coentrão podia entrar e formar uma defesa de 5 e caso fosse necessário arriscar, jogar com 3 centrais apenas, subindo Ruben Amorim (como acabou por subir, embora não tanto quanto se queria).

De resto, a equipa foi o normal. O que se viu foi o que Jesus já tinha falado...o cansaço acumulado. Há jogadores que estão claramente cansados. Maxi, penso que não jogou por isso mesmo, pois foi claro na Figueira da Foz que está cansado.

Mesmo assim, o Benfica entrou a dominar e a controlar o jogo, evitando que o Liverpool carregasse. Foram 25 minutos que me deram bastante confiança, mas aquela ingenuidade de Julio César, custou-nos um golo. O Julio, bastava ter levantado os pés e seria falta, mas limitou-se a ficar no chão. É certo que se a indicação é do 4º árbitro é suspeito, mas o Benfica já está habituado a isso. Depois fomos vítimas do contra ataque demolidor do Liverpool. Eles aproveitaram o espaço que lhes demos na procura pelo golo que merecemos.

Além disso, também não tivemos a sorte do nosso lado. O lance do Sidney, o livre do Cardozo, etc...

O que é verdade é que saímos de pé. Fizemos uma carreira brilhante e perdemos com um verdadeiro colosso mundial. Demos replica, lutamos sempre e nunca mandamos a toalha ao chão. No agregado perdemos por 5-3 ao contrário de outros que festejaram a nossa derrota, que perderam por 5 num só jogo.

Uma palavra final para Julio César, para que recupere rápido. Aos que o criticam neste jogo, não se esqueçam do que fez nos jogo com o Marselha.

A Jorge Jesus só pedimos a tal resposta que temos sempre dado em resultados menos bons, a resposta categórica no jogo seguinte. Vamos cobrar ao Sporting com mais uma exibição de encher o olho e a alma! Todos acreditamos nesta equipa! Todos acreditamos em Jorge Jesus e agora podemos concentrarmos-nos no objectivo final, o 32º campeonato!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A 'ressurreição' do Benfica - Por Santos Neves

Por Santos Neves in A Bola

ACONTEÇA o que acontecer hoje em Liverpool, e mesmo que um descalabro (improvável, não impossível) abata o Benfica nas derradeiras jornadas do campeonato, a ressurreição da águia é a mais forte marca desta época do futebol português. Então o Sp. Braga que, com orçamento muitíssimo inferior, ainda ousa não desistir de fantástica proeza? Justifica enormes elogios — tantos e tão rasgados que Domingos Paciência poderá estar prestes a entrar no Dragão, ou em Alvalade, pela maior porta que lá houver—, mas a carreira bracarense não atinge, em várias bitolas de análise, a craveira da benfiquista.
Desde logo: o Sp. Braga saiu da Europa logo à primeira e bem cedo ficou fora das Taças portuguesas; o Benfica conquistou a Taça da Liga (com esfusiantes 4-1 ao Sporting, em Alvalade, e 3-0 ao FC Porto, na final) e, enquanto, superando desgastes, decidia entusiasmar-se também na Liga Europa (brilhante em Marselha, convicto na 1.ª mão com o Liverpool), embalava para substancial avanço na Liga portuguesa.

Depois, e acima de tudo: a qualidade do futebol benfiquista, amiúde exuberante. Múltiplas exibições de mão cheia, sólida estrutura colectiva que se expressa assim: a melhor capacidade defensiva e poder atacante de outra galáxia à dimensão lusitana (na Liga, mais 28 golos que o Sp. Braga...; no toda da época, fasquia de 100 golos claramente ultrapassada).

Finalmente: a maré vermelha que tem criado loucuras de bilheteira de lés a lés do país. Na Luz, a média de espectadores no termo do campeonato poderá ultrapassar 50 mil! Por todos os outros estádios, casa cheia quando o Benfica lá vai (o mais recente exemplo: em jogos na Figueira da Foz, mesmo disputando o seu numa 2.ª feira às 9 da noite, o Benfica vendeu mais bilhetes que FC Porto e Sporting... juntos).

Mesmo pondo de lado o ror de troféus que conquistou (todos) na pré-época, qual a dúvida de que o Benfica tem sido a máxima figura de cartaz nesta época portuguesa?

JORGE JESUS: a trave mestra da transfiguração que empolga o Benfica. OK, arrancou com suplemento de muito importantes aquisições: Saviola, Ramires, Javier Garcia. Mas todo o restante onze mais vezes titular já estava na Luz... e o Benfica passou 4 anos nem sequer ao 2.º lugar chegando. Tinha Quim, Maxi Pereira, Luisão, David Luís, Sidnei (e teve o melhor Léo); tinha Katsouranis, Pablo Aimar, Carlos Martins, Rúben Amorim, Dí Maria, Cardozo... (e dispensou Fábio Coentrão). Arrastava-se sem modelo de jogo e sem convicção. Jorge Jesus construiu estrutura táctica, sedimentou-a e foi-lhe dando alternativas. Agarrou e dimensionou os jogadores; praticamente todos atingiram craveira muito acima da que tinham (até Aimar e Saviola que o futebol internacional muito bem conhecia, mas somavam anos em total eclipse). Importantíssima demonstração da categoria do treinador Jorge Jesus: fez de Di María e Fábio Coentrão futebolistas muito a sério, de alta competição; ficavam-se por brinca na areia (amiúde, cabeças pequeninas), ei-los virados do avesso em dimensão e consistência competitivas. Outro exemplo, embora, claro, numa amplitude que não vai da noite para o dia: Luisão decerto não pouco aprendeu com este técnico, tem feito grande época, está bem melhor jogador, agora sim, solidamente eficaz.

Esta noite se verá onde já chega a dimensão europeia do ressuscitado Benfica. Seria milagre, numa só época de transfiguração, conseguir ir à caça também da Liga Europa. Para isso, este (muito melhor) plantel ainda é insuficiente. Já se nota cansaço porque escasseiam alternativas de equivalente valia. Vide defesas-laterais, flanco direito da linha média (talvez o emprestado Urretabyscaia desse agora bom jeito) e avançados de zona central (o lesionado Saviola faz muita falta; além das suas tão inteligentes movimentações, considero que é ele, não Cardozo, o mais eficaz finalizador do Benfica).


É muito do que penso deste Benfica! Além disso, acrescento a moralização do excelente guarda-redes que é o Quim e a construção de um avançado mais completo personalizada em Cardozo, que com Jesus deixou de ser um tipo grande que cabeceia e mete o pé esquerdo, empurrando bolas para a baliza, para um construtor de jogo (embora ainda tímido)

Pessoalmente, penso que o Benfica acabará por perder Di Maria e possivelmente outro jogador. Não acredito que David Luiz ceda aos milhões, pois ama demais este clube para sair. Luisão já afirmou que quer acabar a carreira no Benfica e Javi, quer chegar à selecção pelo Benfica. Ramires e Cardozo são assim fortes opções para a saída. Assim, o Benfica tem de ter uma solução à altura de Di Maria que poderá passar por Nani, Simão , Urreta ou outro semelhante. Precisamos de defesas laterais consistentes e quanto a mim precisamos de um matador que saiba jogar mais que Cardozo. Além disso... apostava no regresso do encantador Miccoli para "clonar" Saviola.

Quanto a vendas... uiii tanto que há para vender. Luis Filipe, Mantorras, Jorge Ribeiro, etc... todos os que este ano não jogaram devem sair. O Benfica construiu uma equipa equilibrada e é assim que se deve construir o plantel da próxima época, mas desta vez com pé e cabeça, mas também troco, ou seja, sem contar com todos os que estão abaixo do titular. Com isto digo que Kardec, Eder Luis, Julio César, Ruben Amorim, Airton, etc, como já entraram a títulares em jogos ditos importantes, estão claramente à altura, já Mantorras, Luis Filipes, Jorge Ribeiros e afins não!

Depois acho que temos bons juniores que podem jogar jogos menores. Roderick é disso exemplo, mas não só! Além disso, espero que o Rui Costa constitua um clube dito satélite do Benfica. O Santa Clara é uma excelente solução, assim como o Sport London e Benfica que tão brilhante carreira tem feito. Assim os nossos juniores poderia começar a rodar ao mais alto nível e cimentar o seu futebol para anos depois integrarem o plantel principal.

Quanto ao Jorge Jesus... renovem com o homem até 2050! Façam dele o Fergussun português, pois a táctica e o estudo exaustivo das equipas fazem dele um técnico de nível mundial! Uns dirão que é exagero o que digo, mas o Benfica precisa de estabilidade técnica. O Manchester encontrou isso em Alex F. e o Benfica pode fazer o mesmo. Toni, Rui Costa, Mozer, Simões, Augusto... para citar apenas alguns, podem ocupar o lugar de treinador adjunto depois.

terça-feira, 30 de março de 2010

Benfica e Inter sem derrotas caseiras na Liga e na Europa

Se o desempenho global do Benfica tem sido digno dos mais rasgados elogios por toda a Europa, uma análise mais específica sobre o rendimento da equipa em casa ainda merece um realce superior. O conjunto orientado por Jorge Jesus e o Inter Milão, de José Mourinho, são os únicos clubes das principais ligas europeias (Espanha,França, Inglaterra, Alemanha e Itália, além da portuguesa) que ainda não sofreram qualquer desaire caseiro esta época, tanto nos desafios das respetivas Ligas portuguesa como para as competições europeias.

Se não tivesse empatado com o Marítimo, logo na primeira jornada, o técnico das águias, de 55 anos, apresentava um percurso imaculado. Ainda assim, apresenta os melhores valores superando, neste ponto, o Special One que perdeu pontos em San Siro em quatro ocasiões. Não deixa de ser curioso que na Serie A, Palermo e Sampdoria também não tenham sofrido derrotas em casa. Contudo, nenhuma destas formações está a disputar uma competição da UEFA.

Note-se, por isso, que na Luz, a única nódoa no carreira de JJ é a surpreendente eliminação da Taça de Portugal, frente ao V. Guimarães.

É, aliás, através do percurso europeu que os encarnados se superiorizam a alguns colossos do futebol, como Real Madrid e Barcelona. Os dois principais emblemas de Espanha também não baquearam na liga , mas, em contrapartida, foram surpreendidos nos respetivos redutos para a Champions. Os merengues - já eliminados - perderam com o AC Milan (2-3) e os catalães foram surpreendidos com um triunfo do Rubin Kazan.

Um empate

Na quinta-feira, o Benfica tem pela frente o adversário teoricamente mais poderoso que já enfrentou na Liga Europa. A realizar uma época dececionante a nível interno, o Liverpool também ficou aquém das expectativas nas provas organizadas pela UEFA. Esta época só registaram dois triunfos fora de Anfield: frente aos húngaros do Debrecen (Champions) e aos romenos do Unirea Urziceni (Liga Europa).

Estes números podem dar outro alento às águias, que só não venceram o Ol. Marselha na Luz, mas, mesmo assim, resolveram a eliminatória fora, após o empate caseiro.


in Record

domingo, 28 de março de 2010

Benfica - Braga - Análise e Opinião

Foi-me difícil ver este jogo. Não por causa de quaisquer dificuldades extremas que nos tenham sido colocadas pelo clube dos bacorinhos (se na casa mãe são porcos, parece-me natural que aqueles que os imitam e tentam ser como eles sejam bácoros). Sporting Clube de Bácoros assenta-lhes que nem uma luva. A Domingos, Salvadores, Mesquitas e ao resto da vara. O que tornou mais difícil para mim ver este jogo foi mesmo o sentimento de profunda injustiça por a nossa equipa, que tem jogado futebol como há muito não se via, que tem dominado esta liga, que tem exibido uma superioridade incontestável por qualquer um que não seja cego ou o Eduardo Barroso, ser obrigada à ignomínia de ter que, nesta fase do campeonato, jogar um jogo decisivo para a atribuição do título contra uma equipa do nível da dos bácoros, orientada por um fuinha como o Domingos, que se esforça para mostrar estar fora dos campos ao mesmo nível rasteirinho que exibia dentro deles.

E a diferença entre as duas equipas foi bem evidente no jogo desta noite. De um lado, uma equipa interessada em vencer. Do outro, uma equipa remetida ao seu meio campo, interessada em não deixar jogar e em segurar o empate a todo o custo. A carreira dos bácoros neste campeonato tem estado assente na organização defensiva, vencendo diversos jogos pela diferença mínima, e esta noite fizeram apelo a toda essa organização para tentarem sair incólumes do Estádio da Luz. A tarefa do Benfica, que apresentou como única alteração ao onze base a presença do Carlos Martins no lugar do Aimar, era conseguir furar uma defesa que era constituída quase sempre por dez jogadores atrás da linha da bola, com linhas muito juntas, e que tentava aproveitar qualquer livre arrancado por um eventual mergulho do Alan para conseguir chegar perto da nossa baliza. Não foi uma tarefa fácil, até porque o Benfica não esteve numa noite brilhante.

A primeira parte foi quase sempre passada no meio campo dos bácoros, com o Benfica a ter uma posse de bola esmagadora, mas insistindo demasiadas vezes pelo centro, onde aparecia quase sempre um pé ou uma cabeça a interceptar os passes. No ataque, o nosso adversário foi simplesmente inofensivo. Apenas nos referidos livres chegavam perto da nossa área, mas até neste aspecto pouco fizeram, já que os livres foram invariavelmente marcados de forma desastrada. A melhor oportunidade de golo da primeira parte acabou por surgir de um erro de um defesa adversário, que com um mau passe isolou o Saviola, mas este esteve muito mal na decisão que tomou de tentar fintar o guarda-redes, e a ocasião perdeu-se. Cardozo e Saviola também ameaçaram, mas o golo estava difícil de alcançar. E só chegou mesmo sobre o intervalo. Foi numa sequência de dois cantos a nosso favor, na direita do ataque, com o segundo a ser marcado de forma curta. O Carlos Martins fez o centro para um cabeceamento do Javi García, que levou a bola a embater no Luisão e a ficar-lhe nos pés, muito perto da pequena área, tendo ele então rematado de pé esquerdo para o fundo da baliza. Mais uma vez Luisão, o homem dos golos decisivos nos jogos decisivos, a surgir na altura certa para nos levar em vantagem para o intervalo.

A entrada do Benfica na segunda parte foi, como se esperava, boa. A equipa parecia decidida em marcar o segundo golo e resolver cedo o assunto. Apostando mais em jogar pelos flancos, o Benfica conseguia abrir mais espaços nas costas da defesa adversária, e teve vários cruzamentos perigosos aos quais não foi dado o melhor seguimento, com o Maxi Pereira a estar em particular destaque neste aspecto. Talvez com um Cardozo (oportunidades de finalização perdidas por tentar puxar a bola para o pé esquerdo, ou por tentar dominar a bola em vez de finalizar de primeira) ou um Saviola numa noite mais inspirada na finalização pudessemos ter resolvido o assunto mais cedo, e evitado alguns cabelos brancos aos nossos adeptos. Quanto ao nosso adversário, obrigado agora a arriscar mais, mostrou não ter grandes opções para fazê-lo. As substituições que fez foram directas, ou seja, os jogadores que entraram foram jogar exactamente para as mesmas posições daqueles que substituíram. E quanto a chegar à nossa baliza, continuou a ser a mesma coisa, isto é, aproveitarem qualquer livre assinalado, mesmo que fosse sobre a linha do meio campo, para despejar a bola para a grande área. Este método apenas lhes proporcionou uma ocasião em que causaram alguma preocupação, em que um dos centrais conseguiu aparecer a cabecear cruzado ao segundo poste. De resto, foram inofensivos, e não conseguiram sequer ameaçar poderem chegar ao empate. Mesmo nos quinze minutos finais, em que o Benfica adoptou uma atitude mais realista e decidiu baixar as linhas, apostando em segurar a vantagem em vez de procurar com insistência o segundo golo, os bácoros não conseguiram criar qualquer ocasião de perigo, tendo o Quim sido praticamente mais um espectador. Marcarmos o segundo golo teria sido importante, mas foi com a vantagem mínima que o jogo terminou.

Não foi um jogo propício a grandes exibições, já que nunca houve muito espaço para se jogar. Se tenho que fazer alguns destaques, começo pelo Luisão. Quanto mais não seja pelo golo decisivo. O nosso capitão voltou a surgir num jogo decisivo para marcar o golo que nos deu a vitória, e lançar-nos ainda mais para a conquista do campeonato. Mas para além disso, esteve sempre seguro na defesa, como é seu timbre. O Fábio Coentrão voltou a mostrar estar num momento de forma excelente, parecendo completamente adaptado às funções de lateral esquerdo. Aliás, duvido que haja algum lateral esquerdo de raiz em Portugal que neste momento faça melhor a posição do que ele. Muito bom jogo do Ramires, enquanto esteve em campo, tendo-me mesmo surpreendido a sua substituição. Gostei também muito do Javi García, que foi um guerreiro na luta do meio campo e, como é habitual, ganhou e recuperou inúmeras bolas. Conforme disse, e apesar de terem trabalhado muito, o Saviola e o Cardozo não estiveram felizes na finalização. E o Di María esteve demasiado discreto num jogo em que eu esperava que desequilibrasse mais.

Acabámos de completar uma volta inteira sem derrotas. Temos seis pontos de vantagem, faltam seis jogos para terminar a Liga. Ainda há muito trabalho pela frente, ainda teremos que sofrer bastante até final e manter a concentração, mas ficámos agora muito mais perto do grande objectivo para esta época. O título será a única recompensa justa para uma época que tem sido, até agora, brilhante.



in Tertúlia Benfiquista

Ia escrever a minha análise do jogo, mas o D' Arcy fez uma análise tão perfeita que coloco a dele aqui.

Ressalvo apenas alguns aspectos:

1º Que o Braga não fez mesmo por vencer o jogo. Procurou manter sim o 3 pontos de diferença na esperança que o Porto lhes desse o campeonato. O Benfica lutou sempre pelo seu objectivo, que é vencer sempre! Lutou e conquistou o almejado golo num lance do bola parada com sorte. A verdade é que criamos não uma nem duas chances de golo. Foram várias as hipóteses! Várias desperdiçadas, outras tiradas como pão da boca de Saviola e Cardozo.

2º As Grandes exibições de jogadores do Benfica!

Quim - Enorme é o adjectivo! Sempre seguro e a mostrar que é o melhor guardião em Portugal. Mostrou em campo como o guarda redes deve ser seguro e saber gerir o jogo. Mostrou a Queiroz que deveria ser o seu 12 na baliza das quinas.

Coentrão - Excelente nos 90 minutos. Mostrou que para além de bem dotado tecnicamente se consegue adapta magnificamente à posição de defesa esquerdo. Esteve brilhante a defender e excelente a atacar. Recuperou muitas bolas.

David Luis - Implacável é a palavra! Excelente a recuperar jogo, a defender e a sair a jogar. Para mim, é mesmo o melhor central a actuar em Portugal.

Luisão - Tal como em 2004 marca um golo que pode decidir o campeonato. Bem a defender, apenas me lembro de uma falha enorme que David Luis salvou.

Maxi - O homem tem de ter mais de 2 pulmões. Muito corre o rapaz! Sobe bem, entrega bem e agora começou a rematar de longe, o que o torna mais jogador ainda.

Javi - Imponente como sempre. Brilhante a preencher espaços, inteligente a cortar jogadas e implacável na marcação.

Martins - Como sempre, lutou até ter pulmão. Dinamizou muito o ataque e forçou o Braga a recuperar rápido temendo o seu pontapé de meia distância. Recuperou imensas bolas e está inocente no lance da lesão de Mossoró, pois apenas joga a bola.

Aimar - Entrou e mexeu com o jogo como é seu hábito. Hábil a soltar e distribuir bola, eficaz nas entradas na área.

Cardozo - Com dois centrais fortes, debateu-se bem e procurou ajudar a equipa. Foi buscar muitas bolas atrás, chegou-se mais à linha na 2ª parte para dar espaço a Aimar e teve nos pés várias oportunidades... pena que a maioria tenha chegado ao pé direito e não ao esquerdo.

Saviola - Esteve em dúvida a semana toda, mas sempre achei que jogaria. Este ao seu nível em todos os aspectos, ou seja, brilhante e bem acima da média. Apenas falhou no capítulo da finalização, mas nem sempre pode estás perfeito.

Ruben Amorim - Pratico e eficaz como sempre. Aparecia em todo o lado no pouco tempo que esteve em jogo. Entrou claramente para poupar Ramires para o jogo com o Liverpool.

Kardec - Jogou muito pouco tempo para avaliação.

3º Falta de criatividade do Braga - Foi sempre uma equipa contida, muito mais preocupada em anular o Benfica que em construir jogo. Acordou um pouco na segunda metade da segunda parte, mas desceu à terra quando foi sacudida pelas investidas do Benfica.

4º Jesus - Muitos criticaram as criticas e as bocas antes do jogo, mas como diria o Mourinho, é um mind game. Na conferência de imprensa esteve muito bem, só achei que a história de paternidade da qualidade de jogo de Braga já é um pouco demais. Mas mesmo assim, é mais um mind game para assombrar o Domingos.

5º Domingos - É triste ver alguém a protestar por 7 segundos... Além disso, dizer que o jogo foi equilibrado só pode ser um pro forma de discurso de treinador...

6ª Adeptos - Ter o estádio cheio num jogo importante como este era fundamental e os adeptos reagiram em massa! Soube de muitos que já foram tarde para comprar ingressos. Mas mais importante é ver os 62 mil adeptos benfiquistas a gritar pelo seu clube os 90 minutos!

domingo, 21 de março de 2010

Taça da Liga I


Estou a ver a SIC Notícias e os especiais da Taça da Liga e mais uma vez se vê a "cobrança" da vitória do ano passado, dando constantemente as imagens do ano passado e esquecendo mais uma vez a falta do Vokcevic antes do golo do Sporting.

Hoje, como já disse atrás, espero que o Benfica jogue com alguns jogadores de 2ª linha, se é que Airton, Ruben Amorim e Kardec sejam considerados 2ª linha.

Eu jogaria com:
Quim - O Guarda Redes mais seguro do Benfica, moralizado e motivado e patrão da defesa.
Maxi - O defesa direito mais regular da liga e muito ofensivo.
Luisão / Sidney - Luisão ou Sidney para manter uma dupla de centrais bons de cabeça. Eu colocaria Sidney para evitar que Luisão possa ficar de fora do jogo com o Braga.
David Luiz - O extrovertido central do Benfica é uma peça deste Benfica
Coentrão - Colocaria Coentrão para dinamizar mais a equipa e dar umas dores de cabeça ao lateral portista.
Airton - Um clone do Javi Garcia que colocaria neste jogo para fazer o importante Javi descansar para o embate de Braga onde vai ser precioso! Até aposto num golo dele!
Di Maria - Angelito deve jogar para criar aqueles ataques demolidores e servir na perfeição a dupla de ataque benfiquista.
Ruben Amorim - Pouparia Ramires e utilizava o 112 do Benfica. O Ruben merece jogar nos grandes palcos!
Aimar - O nº10 jogou pouco contra o Marselha, penso eu a pensar neste jogo. Assim teríamos um ataque demolidor com o normal titular do Benfica. Senão Carlos Martins fará mais um jogo de excelência. Não colocaria Menezes, pois não tem entrosamento nesta equipa.
Cardozo - O artilheiro para mim jogava. Faz parte dos indiscutíveis da equipa e colocaria Bruto Alves e afins em sentido!
Kardec - Eu colocaria Kardec no ataque e surpreendia Jesualdo. Teríamos um ataque de cabeça muito forte e um artilheiro muito moralizado com o golo ao Marselha.

Quanto a opções, Éder Luis é uma opção, César Peixoto também é. E podemos ver Luis Filipe por exemplo como uma opção igualmente.


Outro apelo que faço é para a nossa querida Benfica TV, pois gostava de este ano ver a festa da Taça da Liga! No ano passado nem a SIC mostrou essa festa. Este ano, penso que a Benfica TV deveria fazer esse trabalho e dar aos benfiquistas o primeiro sabor de vitória desta época em directo! Seria o treino já para o 32º campeonato que espero igualmente ver no nº 30 do MEO em directo!

PS- Estive a ver agora mais imagens do estádio do Algarve... O tunel é estreito e os Stewarts são os de Braga, por isso é melhor o Jesus acampar no circulo central ao intervalo para não haver dissabores. Ou então pedir reforço da GNR no túnel. Eles que vigiem o adjunto do FCP que é uma excelente promessa do pugilismo tripeiro.